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Bruno Garattoni

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Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.

A farsa das televisões 3D

Vi Avatar e fiquei vidrado. Não vejo a hora de assistir a mais filmes, e principalmente jogar games, em 3D. Mas para fazer isso, vou ter de trocar minha tv (que não tem nem um ano de uso) por uma nova, que seja compatível com a tecnologia 3D. E isso é um absurdo. Porque a […]

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 fev 2010, 11h00 | Atualizado em 21 dez 2016, 09h41

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Vi Avatar e fiquei vidrado. Não vejo a hora de assistir a mais filmes, e principalmente jogar games, em 3D. Mas para fazer isso, vou ter de trocar minha tv (que não tem nem um ano de uso) por uma nova, que seja compatível com a tecnologia 3D. E isso é um absurdo. Porque a tela de uma tv 3D é IDÊNTICA, em todos os aspectos, às telas atuais. A sua televisão, seja de plasma, LCD ou LED, já é compatível com a tecnologia 3D. Em tese, você não precisaria trocá-la por uma nova. Só terá de fazer isso devido a um complô uma decisão antipática da indústria de eletrônicos – que está enganando cujas consequências não foram expostas para os consumidores, nem comentadas pela imprensa especializada. É sério, gente. 
COMO O 3D FUNCIONA
Para criar o efeito 3D, a televisão só precisa fazer uma coisa – exibir imagens diferentes para o seu olho esquerdo e para o seu olho direito. E ela faz isso da maneira mais simples possível: mostrando as imagens alternadamente. O tocador de Blu-ray 3D (ou videogame 3D) já manda essas imagens para a tv na sequência correta. Primeiro o ‘frame’ destinado ao seu olho esquerdo, depois o direito, depois o esquerdo de novo, e por aí vai – num processo que se repete a cada 1/60 de segundo. A tv só roda as imagens em sequência. E qualquer televisão que tenha 60 Hz de velocidade, o que inclui todos os modelos fabricados nos últimos três anos, é plenamente capaz de fazer isso.
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A jogada está nos shutter glasses, aqueles óculos que serão vendidos junto com as televisões 3D. Eles fazem a segunda metade do trabalho. Têm lentes de cristal líquido que ‘abrem’ e ‘fecham’ alternadamente a cada 1/60 de segundo, em sincronia com o vídeo. Quando o frame esquerdo está na tela da tv, o óculos ‘abre’ o seu olho esquerdo (e fecha o direito). Quando é a vez do frame direito, ele abre o seu olho direito (e fecha o esquerdo). Dessa maneira, cada olho só enxerga as imagens destinadas a ele. O seu cérebro junta tudo isso e pronto: tem-se o efeito 3D.
 
Para que a coisa funcione direitinho, os óculos precisam ser sincronizados com o vídeo. E aí é que está o problema.
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A ESPERTEZA DOS FABRICANTES
A cada 1/60 de segundo, você precisa mandar um sinal para os óculos 3D, avisando qual das lentes deverá ser aberta: a esquerda ou a direita. Os óculos têm embutido um receptor sem fio, justamente para isso. Agora vem a questão: quem vai mandar esse sinal de sincronia? Pode ser o tocador de Blu-ray 3D, ou o videogame 3D (Aliás, lembra do Master System, aquele console dos anos 80? Ele tinha jogos e óculos 3D – que eram compatíveis com qualquer televisor).
 
Mas sabe o que os fabricantes decidiram? Colocar o chip de sincronia dentro da tv! Você poderia comprar um player 3D, que viesse com o chip e os óculos especiais, e conectá-lo na sua tv atual. Pronto, 3D. Só que a indústria de eletrônicos se nega a vender esse produto. O “pacote” 3D, com os óculos e o chip de sincronia, custa menos de US$ 50 – o chip em si, menos de US$ 1. Seria perfeitamente possível, e bem barato, incluir isso nos novos tocadores de Blu-ray 3D (e os donos de PlayStation 3, que já está preparado, só precisariam comprar os óculos em si). 
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O mercado é aberto. Qualquer um pode lançar um player 3D que funcione em qualquer tv. Isso já aconteceu no passado. Mas não. Nada disso. As empresas preferem que você desperdice US$ 2000 comprando uma televisão nova. Elas sabem o que fazem. 
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