Assine SUPER por R$2,00/semana
Imagem Blog

Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Bruno Garattoni
Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.
Continua após publicidade

Novo “Zelda” consegue ir além do próprio hype – e vai entrar para a história dos games

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 nov 2023, 18h27 - Publicado em 18 Maio 2023, 12h19

Com 10 milhões de cópias vendidas já no lançamento, “Tears of the Kingdom” prova o valor do estilo metódico e conservador da Nintendo

Confesso: Não amo Zelda: Breath of the Wild. Ele mesmo, unanimidade de público e crítica, vencedor de 25 prêmios internacionais, considerado um dos melhores games de todos os tempos… não fez minha cabeça.

Provavelmente porque quando foi lançado, em 2017, eu não tinha um Switch, e acabei só pegando Zelda anos depois – quando já tinha jogado Death Stranding, uma obra-prima claramente inspirada no megahit da Nintendo. O mundo gigantesco, os inimigos esparsos, a dificuldade em atravessar o terreno, está tudo lá – só que com gráficos e história bem mais elaborados. 

Mas agora, com o novo Zelda: Tears of the Kingdom (lançado dia 12/5), a Nintendo volta a acertar em cheio: o jogo, que tem recebido notas altíssimas dos críticos, vendeu 10 milhões de cópias nas primeiras 72h. É o segundo lançamento mais bem-sucedido da história dos games (só perdendo para GTA V, que vendeu 11 milhões de cópias no primeiro dia). 

Ele é muito parecido a seu antecessor: a missão é atravessar um grande mundo aberto, lutando e resolvendo puzzles até encontrar a princesa, a fugidia Zelda. Tudo como antes. E essa semelhança é ótima. 

Zelda, tanto o anterior quanto o novo, é genial porque nele as coisas acontecem em escala humana, não ao estilo de videogame. O protagonista Link é frágil, e facilmente se cansa de correr, escalar, nadar. Pode morrer de frio. Suas armas quebram. As coisas são longe, você tem que pensar bem em como vai atravessar o mapa e transpor obstáculos.

Continua após a publicidade

Isso foi revolucionário em 2017, deu aos jogos de mundo aberto uma maturidade e sofisticação inéditas. E, hoje, ainda pode ser encantador. Faz com que, mesmo tendo gráficos simples e enredo lacônico, Tears of the Kingdom se torne incrivelmente imersivo. Ele consegue ser relaxante e desafiador ao mesmo tempo. É acessível, mas tem profundidade. 

tela do jogo Zelda: tears of the kingdom
(Nintendo/Reprodução)

A Nintendo é conhecida pelo excelente level design, e o jogo mostra bem isso: cada obstáculo, inimigo ou enigma aparece exatamente onde, como e quando deveria. Nada parece aleatório ou gratuito.

A função Ultrahand, com a qual você manipula determinados elementos dos cenários (para construir pontes e outras estruturas), é uma novidade interessante. Expande as possibilidades do game, sem quebrar sua harmonia. 

Por falar em harmonia, a trilha e os efeitos sonoros chamam muito a atenção. As músicas são bonitas e bem executadas, com uma qualidade rara em games. Também são, acima de tudo, pertinentes: conversam bem com a ação, e com os momentos mais contemplativos. 

Assim como seu antecessor, Tears of the Kingdom é gigantesco. A campanha principal tem aproximadamente 50 horas, que podem quase dobrar se você quiser fazer todos os objetivos secundários. Uma jornada e tanto – e que certamente vale a pena. 

Continua após a publicidade

A “nova” geração de consoles está completando dois anos e meio. Mas a Nintendo, mesmo ainda com hardware da geração passada, conseguiu produzir mais um clássico instantâneo. E rodando no Switch, um console que tem apenas 0,4 teraflop de capacidade de processamento gráfico – 25 vezes menos que o Xbox Series X e o PlayStation 5. 

Poder gráfico é importante. É ele que permite games cada vez mais bonitos e realistas.

Mas inteligência, competência e bom gosto podem ser armas tão poderosas quanto um caminhão de teraflops. Ou até mais.   

Zelda: Tears of the Kingdom

Foto da capa do jogo The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom; em fundo cinza.

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A ciência está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por SUPER.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.