Assine SUPER por R$2,00/semana
Imagem Blog

Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Bruno Garattoni
Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.
Continua após publicidade

Vacina da Pfizer tem eficácia de apenas 12% em crianças; entenda o possível motivo

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 28 mar 2022, 13h59 - Publicado em 28 mar 2022, 13h57

Estudo feito nos EUA indica forte queda na proteção contra infecção, que passou a ser de 12%, e também na eficácia contra Covid grave, que caiu de 100% para 48%; surgimento da Ômicron é fator importante, mas há outro elemento envolvido; saiba qual

A vacina da Pfizer reduz em apenas 12% os casos de infecção pelo coronavírus em crianças de 5 a 11 anos. Foi o que constatou um estudo publicado pela Universidade Estadual de Nova York, que analisou os casos de Covid nessa faixa etária entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022 – período que coincide com o surgimento e a ascensão da variante Ômicron. 

À primeira vista, a Ômicron parece ser a responsável pela forte queda na efetividade da vacina em crianças de 5 a 11 anos – que, antes do surgimento dessa variante, era de 68%. Porém, o estudo também avaliou adolescentes de 12 a 17 anos, e nessa faixa etária a redução não foi tão forte: a proteção contra infecção sintomática caiu de 66% para 51%.

O estudo traz uma possível explicação: a dose da vacina. Nos Estados Unidos, as crianças de 5 a 11 anos recebem duas doses de 10 microgramas da vacina da Pfizer – bem menos do que os adolescentes, em que a dose é de 30 microgramas, a mesma aplicada em adultos. 

A redução da dose infantil é uma tentativa de minimizar possíveis efeitos colaterais. A vacina ainda não foi liberada para crianças com menos de 5 anos; os testes clínicos nessa faixa etária estão usando doses ainda menores, de 3 microgramas. 

Continua após a publicidade

Mas o novo estudo mostrou que a dose reduzida pode comprometer a proteção oferecida pela vacina. “A descoberta de uma efetividade marcantemente menor em crianças de 11 anos, se comparadas com outras de 12 e 13 anos, a despeito de sua fisiologia similar, sugere que a dose mais baixa pode explicar a menor efetividade na faixa etária entre 5 e 11 anos”, diz o estudo.  

Os 12% de efetividade são contra infecção. Mas o estudo também apontou forte queda na proteção contra Covid grave, que caiu de 100% para 48%. Já entre os adolescentes, que tomam a dose maior, essa queda não foi tão intensa: de 94% para 73%. 

O estudo reflete o uso de duas doses da vacina, tanto em crianças quanto em adolescentes. Em janeiro, a FDA americana autorizou a terceira dose para adolescentes, mas apenas 12,5% dessa faixa etária haviam recebido esse reforço no período avaliado pelo estudo. A dose de reforço ainda não foi liberada para crianças de 5 a 11 anos. 

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A ciência está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por SUPER.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.