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Destiny: o pior jogo mais divertido do ano

Por Lucas Patricio
Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 15 set 2014, 17h09

Destiny

Destiny foi anunciado como o jogo que iria revolucionar a nova geração de consoles, um ambicioso projeto de 500 milhões de dólares. O game que a Bungie estava há anos almejando criar. Um mundo incrível e tão repleto de novidades que nenhum produtor conseguiu explicar o que de fato era.

Esqueça tudo isso.

Destiny é uma mistura de Borderlands, Halo e um MMO a sua escolha. Simples assim. Ainda me questiono a tamanha dificuldade dos produtores em tornar isso claro. Talvez eles quisessem que tivéssemos a ideia que o jogo seria algo nunca antes feito.

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A partir do momento que você entende que Destiny é um MMO ele tem a obrigação de oferecer soluções para as principais atividades feitas em um jogo massivo online. Não há troca de itens, bate-papo público e o HUB (Torre) parece mais uma cidade abandonada. É o jogo online menos social que eu já joguei. Esquadrões para apenas 3 pessoas? Multiplayer entre 12 pessoas? Estamos em 2004?

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Verdade seja dita, Destiny também é um dos jogos que mais me prendeu na frente do console nos últimos meses, certamente o que mais tempo passou no meu PlayStation 4 até agora – e isso com apenas uma semana. No entanto, quanto mais jogo, mais problemas encontro, mais decepcionado fico. Só que como minha mãe sempre disse: só nos decepcionamos com quem sabemos que poderia dar algo a mais.

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Destiny tem muito potencial, é uma ótima ideia executada pela metade.

Halo 3, também da Bungie, tem vários problemas de narrativa, mas é infinitamente superior a Destiny nesse quesito. Aliás, Destiny se auto-sabota em qualquer quesito relacionado a sua (falta de) história. Joguei todas as missões mais de uma vez e pouco me importo pra guardião, viajante, Vex…

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Destiny falha miseravelmente em mostrar como seu universo é incrível. Não tenho dúvidas que a trama criada é empolgante, mas a história termina no mesmo momento em que eu me ajeitei no sofá pensando que ela estava começando. É como um prefácio de livro, curta, vaga e uma ofensa para quem esperava entender alguma coisa.

Se a história é curta e não engata em nenhum momento, restam apenas as mecânicas. Destiny tem um sistema delicioso de evolução que combina perfeitamente com a jogabilidade que me fez virar fã da série com o pior protagonista do mundo; joguei Halo por anos apenas por ser extremamente divertido. Não me importo em ignorar todos os problemas narrativos e fazer o mesmo com Destiny; mas seria bom demais se as falhas fossem apenas na história.

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As missões da campanha de Destiny são demasiadamente repetitivas; vá até o ponto A, enfrente uma horda de inimigos, siga, enfrente mais uma horda dessa vez com um chefe. Por mais divertido que seja, a Bungie parece ter desaprendido a fazer missões empolgantes. Estamos falando da empresa que criou a batalha contra o Scarab em Halo 3. Cinco horas de campanha sem nenhum momento realmente marcante, é sério Bungie?

Destiny se destaca por suas missões de Assalto, onde obrigatoriamente um grupo de 3 guardiões se junta para enfrentar algumas hordas de inimigos até encontrar um chefe. Os chefes são divertidos de enfrentar, mas como são missões “separadas” não carregam nenhum apelo narrativo.

É como se Destiny tivesse sido desenhado e depois cortado em diversos pedaços para “encaixar” no formato de um MMO.

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Não tenho dúvidas que jogos ruins podem oferecer experiências divertidas. Destiny me provou isso. É um jogo que mais parece uma demonstração, que possivelmente melhorará muito quando as expansões (pagas) forem lançadas. Mas até que a Bungie consiga arrumar a casa pode ser tarde demais. O destino da nova franquia bilionária da Activision é nebuloso, assim como todos os recursos que julgamos essenciais e estão ausentes em Destiny. O pior jogo que mais me divertiu esse ano.

Se fosse dar uma nota, Destiny seria 6.5 de 10.

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