
Muita gente diz por aí que jogos violentos como Call of Duty e GTA conseguem incentivar a violência. Mas e se for o contrário? Pesquisadores da Universidade de Villanova e da Universidade de Rutgers publicaram um estudo no jornal da Associação Psicológica Americana relacionando a pesquisa de dicas em games considerados violentos com a queda em crimes como homicídios e assaltos.
Patrick Markey, co-autor do estudo, reconhece o perigo em analisar dados tão diferentes, porém garante que o trabalho foi feito do jeito certo. “Não podemos considerar correlação, coisas que tem algo comum entre si, sendo causa e efeito. Além das vendas e dos crimes nós também consideramos algumas tendências como picos de crimes no verão e picos de vendas de games próximos ao Natal”, diz Markey.
Os gráficos publicados no estudo mostram que, quando há um grande pico de venda de games, o que tradicionalmente ocorre no mês de novembro, o número de homicídios cai.
O motivo para a tal “queda”, como explica Markey, pode ser ou filosófico ou muito simples. “Games violentos servem como uma espécie de válvula de escape para quem comete crimes ou simplesmente passam a ocupar uma parte tão grande da vida desses criminosos que eles não ficam mais nas ruas”.
Bom, até que faz sentido. GTA V, por exemplo, pode tomar horas e mais horas de vida dos jogadores. Diminuindo o tempo efetivo em que eles passariam nas ruas. Mesmo com resultados animadores, Patrick admite a fragilidade do resultado. “A certeza é que games não aumentam os indicadores de violência.”