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Nintendo Switch: promessas e incertezas

Por Lucas Massao Atualizado em 4 jul 2018, 20h33 - Publicado em 24 out 2016, 15h50

Nintendo Switch

Conhecido previamente como Nintendo NX, o novo console da Nintendo mexia com o mercado antes mesmo de ser revelado. Tanto que, minutos depois da companhia japonesa ter postado um teaser no Twitter, suas ações subiram 3,34% e adicionaram US$ 1,36 bilhão ao valor de mercado da empresa.

As funcionalidades novas do console foram expostas em um vídeo relativamente curto, tendo apenas 3 minutos de duração. Nesse tempo, podemos ver que o foco do Switch é claramente na mobilidade. Mas, além dessa característica, a Nintendo se posiciona cada vez mais como uma força alternativa à Sony e Microsoft. Mesmo sem sabermos do potencial gráfico do novo console, o que pode determinar o tipo de jogo que ele receberá, é possível afirmar que a japonesa mira na posição de segundo console e no aspecto social do aparelho, valor que sempre foi prezado pela companhia.

O apoio de desenvolvedoras como Ubisoft, Bethesda, Capcom, Konami, Sega e Square Enix, e a presença de um jogo grandioso como Skyrim no trailer, acalmou quem pensava que o Switch poderia ser um novo Wii U, console que não ficou conhecido pelos lançamentos de franquias que não eram da Nintendo. Ao falar em franquias, aliás, é impossível deixar de mencionar um novo game da franquia Mario, que provavelmente usará e abusará da mobilidade que o Switch promete proporcionar.

O mesmo mercado que esperava ansioso pelo anúncio se mostrou levemente decepcionado após o evento. Em entrevista ao jornal Nikkei, um dos maiores do Japão, um analista da Iwai Cosmo Securities comentou “Todo mundo se anima com a realidade virtual que a Sony propõe e, pelo que vimos do vídeo de ontem (20), não há funções revolucionárias”. Junko Yamamura, analista da consultoria financeira Nomura Securities, tem uma posição semelhante ao seu colega de profissão “A Nintendo não apresentou nenhuma surpresa que significasse uma revolução nos games como ela já chegou a fazer na época do Wii”, afirmou. A posição de insegurança teve efeito nas ações da companhia, que fecharam em queda de 6% na sexta-feira (21).

Entre expectativas e dúvidas, ainda é muito cedo para afirmar se o Switch terá sucesso. A falta de novas informações a respeito de preço, acessórios e jogos que estarão disponíveis no lançamento do console, marcado para março de 2017, ajudam a alimentar as expectativas dos gamers, mas também deixam no ar uma sensação perigosa de que a Nintendo pode estar dando outro tiro no pé.

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