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Estudos científicos e reflexões filosóficas para ajudar você a entender um pouco melhor os outros e a si mesmo. Por Ana Prado
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Pessoas instáveis são mais propensas ao uso excessivo do celular

Por Ana Prado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
21 mar 2018, 12h20

Embora ainda não exista um consenso sobre a existência ou não da dependência em smartphones, ninguém pode negar que o uso excessivo pode trazer problemas.

E um novo estudo encontrou um grupo especialmente propenso a cair nessa cilada: pessoas consideradas instáveis emocionalmente. Segundo os autores, gente estável emocionalmente tem um elevado grau de resiliência, ou seja, alta capacidade de se adaptar a novas situações e recuperar rapidamente o equilíbrio.

A pesquisa foi feita por uma equipe de psicólogos da Universidade de Derby e da Universidade Nottingham Trent por meio de um questionário on-line com 640 usuários de smartphones de idades entre 13 e 69 anos. O objetivo era descobrir se havia alguma associação entre o uso de smartphones e traços específicos de personalidade.

Resultados

Os dados mostraram que, de fato, existe uma associação entre certos fatores psicológicos e o uso de smartphones. O que mais chamou a atenção dos autores foi o fato de que, à medida que os níveis de ansiedade aumentam em um indivíduo, mais ele usa seu smartphone – até como forma de tentar se sentir melhor.

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“Isso ocorre porque as pessoas podem estar enfrentando problemas em suas vidas, como estresse, ansiedade, depressão, problemas familiares”, explica Zaheer Hussain, professor de Psicologia da Universidade de Derby e um dos autores do estudo.

Mas essa saída pode ser prejudicial: “As pessoas nesse estado estão emocionalmente instáveis, o que significa que podem procurar consolo no uso excessivo do smartphone. Isso é preocupante”, completa.

Alguns especialistas acreditam que o uso do celular pode ser benéfico ao permitir a interação com outras pessoas, mas esse não se mostrou o caso no estudo. É que os usuários mais propensos a um uso excessivo do celular eram justamente aqueles mais “fechados” em relação aos seus sentimentos e emoções.

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“Eles podem estar envolvidos em uso passivo da rede social – que ocorre quando você passa muito tempo no Facebook, Twitter e Instagram vendo comentários, fotos e postagens de outras pessoas, e não publicando nada próprio nem se envolvendo em conversas. Então não há uma interação social positiva real nas redes sociais para essas pessoas”, diz o professor.

Em tempo: os aplicativos mais utilizados entre os participantes foram os de redes sociais (49,9%), de mensagens instantâneas (35,2%) e de música (19,1%).

(Via Medical Xpress)

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