Assine SUPER por R$2,00/semana
Imagem Blog

Oráculo

Por aquele cara de Delfos
Ser supremo detentor de toda a sabedoria. Envie sua pergunta pelo inbox do Instagram ou para o e-mail maria.costa@abril.com.br.
Continua após publicidade

A massa do mundo aumenta conforme nascem bebês e nós construímos coisas?

Não: tudo que é feito na Terra usa matéria-prima que já estava na Terra. Nosso planetinha só ganha alguns quilos quando um objeto cósmico cai por aqui.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 14 ago 2020, 13h45 - Publicado em 13 ago 2020, 11h35

Eis uma pergunta que sempre chega no inbox da Super no Instagram – formulada de diversas maneiras. A resposta é não. Nós e os demais seres somos feitos dos mesmos átomos que nossos antepassados, eternamente reciclados. A massa total da Terra é aproximadamente constante (a exceção é quando cai algum meteorito ou enviamos uma sonda para o espaço).

Vamos exemplificar com uma molécula de água que acabou de se incorporar a um bebê em gestação, que é 60% feito de água. Essa água foi bebida pela mãe. Antes de ser bebida, ela estava em uma represa. Antes da represa, numa nuvem de chuva. Antes de evaporar para a nuvem, ela pode ter estado no xixi de Marilyn Monroe ou de Cleópatra. Lavoisier já disse: nada se cria, tudo se transforma.

É por isso que existem ciclos e mais ciclos – o ciclo da água, que acabamos de citar, é o mais famoso, mas também há o ciclo do carbono, do nitrogênio e de uma porção de outras cositas essenciais para a vida na Terra.

Por exemplo: as plantas usam a energia fornecida pelo Sol para transformar gás carbônico e água na glicose que elas usam para “se alimentar” (é a famosa fotossíntese). Isso é um jeito bonito de dizer que as plantas estão pegando átomos de carbono e oxigênio que estão na atmosfera em moléculas de COe incorporando-os a si próprias. As plantas são usinas que convertem gás carbônico em mais de si mesmas.

Continua após a publicidade

Toda vez que um grileiro derruba uma árvore na Amazônia e queima a dita-cuja, ele realiza o processo oposto: pega as longas cadeias de moléculas baseadas em carbono que compunham a planta e às devolve para a atmosfera na forma de CO2.

É dos vegetais que nós tiramos nossa alimentação, seja diretamente, por meio do consumo de pimentões, tomates e cebolas, seja indiretamente, pelo consumo de bois, porcos e afins. Em última instância, a matéria-prima que compõe nossos corpos foi gerada pelas plantas usando a energia do Sol. Você (ou melhor, sua biomassa) é um filho do Sol, e isso não é uma balela new age.

Se nós queimássemos todas as árvores do mundo – e depois todo o petróleo, que nada mais é do que matéria orgânica enterrada há muito tempo – devolveríamos para atmosfera uma boa parte do CO2 que foi tirado de circulação ao longo dos 4 bilhões de anos de história da vida. Sufocante.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.