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Oráculo

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O que são as faixas coloridas que apareciam na TV de madrugada?

As barras serviam para que as emissoras de TV pudessem calibrar o brilho, luminosidade, contraste etc. das gravações. Entenda como funcionavam.

Por Maria Clara Rossini, Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 30 set 2020, 07h57 - Publicado em 19 nov 2019, 11h43

Pergunta para maiores de 30 anos, caro leitor.

As barras serviam para que as emissoras de TV pudessem calibrar o brilho, luminosidade, contraste etc. de uma gravação antes de começar a transmiti-la para a casa das pessoas. Na era analógica, esse era o único jeito de garantir que os programas de TV entrassem no ar padronizados. Caso contrário, um poderia sair mais esverdeado; outro, meio desbotado; outro, muito aceso… Todas as fitas tinham alguns frames com as barras logo no início. Inclusive aquela Lagoa Azul marota da Sessão da Tarde.

As barras não são mais transmitidas, mas ainda são usadas para regular os monitores internamente — durante a edição de uma novela ou uma série, por exemplo. Elas também permitem que técnicos ajustem TVs de tubo domésticas (sim, elas ainda existem, e precisam de reparos).

A cor de cada faixa segue o padrão EG-1, publicado na década de 1950 pela Sociedade de Engenheiros de Televisão e Filmes (SMPTE) dos EUA – o que lhes rendeu um Emmy em 2001.

As faixas maiores, que ocupam os três quartos superiores da tela, exibem, da esquerda para a direita, as cores branco, amarelo, ciano (uma espécie de turquesa), verde, magenta, vermelho e azul. No sistema RGB (red, green, blue) utilizado nas TVs, cada uma dessas cores ou é uma cor pura ou é uma combinação de duas ou três cores. Elas são exibidas em ordem decrescente de algo chamado luminância.

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Grosso modo, a luminância corresponde à potência com que a luz de uma determinada cor será percebida pelo olho humano (o brilho aparente). Como o órgão é mais sensível ao verde que ao vermelho, e mais sensível ao vermelho que ao azul, cores que contém verde na mistura brilham mais que as que contém primordialmente vermelho – que, por sua vez, brilham mais que as que puxam mais para o azul.

O branco corresponde a azul, vermelho e verde somados. Por isso, apresenta a maior luminância possível. Assim, ele precisa ser a primeira faixa. O ciano e o amarelo, que vem em seguida, são misturas de verde – que tem a luminância mais alta – com vermelho e azul. A próxima cor é o verde puro. Então vem o magenta, que é azul com vermelho (soma da 2º com a 3º maior luminância), o vermelho puro (só a 2º) e, finalmente, o azul puro (só a 3º).

Ou seja: a sequência de faixas, que parece aleatória para nós, é vista por um detector de luminância como uma escadinha que desce da esquerda para a direita. E é assim que o técnico descobre se há algo desregulado. Compare, abaixo, a tela em si e o detector de luminância (canto superior esquerdo).

(Domínio Público/Wikimedia Commons)

 

Você pode se perguntar: “mas Oráculo, o verde puro, que tem a maior luminância, não deveria vir antes do ciano e do amarelo, que são misturas de verde com cores de menor luminância?” Bem, na teoria, sim. Mas nas prática, há quantidades iguais de pontinhos verdes, vermelhos e azuis na tela. Assim, quando a cor verde é acionada, só um terço dos pixels da tela estão acesos. Já quando o ciano e o amarelo são acesos, dois terços dos pixels dão as caras.

Pergunta de Norma Palhares Aroyo, de Pelotas (RS).

Fonte: Wilson Boni, professor de direção de fotografia da FAAP

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