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Remédio vencido faz mal ou só perde o efeito?

Depende do remédio, de sua forma farmacêutica – comprimido, cápsula, xarope –, das condições de armazenamento e uma série de outras variáveis.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 27 set 2021, 13h54 - Publicado em 6 jul 2020, 13h17

Depende do remédio, de sua forma farmacêutica – comprimido, cápsula, xarope –, das condições de armazenamento e uma série de ouras variáveis. Alguns se tornam tóxicos; outros, inativos. Não é uma boa apostar no segundo caso, por mais raro que o primeiro seja.

Isso é especialmente perigoso no caso de antibióticos, já que, em vez de matar as bactérias, eles podem torná-las mais fortes. Um grupo de bactérias expostas a uma dose insuficiente ou ineficaz de antibiótico têm a chance de evoluir por seleção natural para resistir àquele medicamento. Neste caso, mesmo que a droga vencida não seja tóxica, ela contribui para um problema de saúde pública.

Ou seja: não tome remédios vencidos. Principalmente os vendidos apenas com receita médica – que sobram na gaveta após um problema de saúde do passado e algumas pessoas usam para se automedicar irresponsavelmente depois.

Algo divertido pode acontecer com a aspirina guardada: em contato com a água, o princípio ativo, chamado ácido acetilsalicílico, se decompõe em ácido salicílico (que sem o “acetil” fica mais ácido e pode causar úlceras) e ácido acético, que é vinagre. O nome desse processo é hidrólise, e ele ocorre com muitos outros remédios expostos à umidade.

Algumas curiosidade de bônus: a humanidade consome 44 mil toneladas de aspirina por ano, o que dá aproximadamente 120 bilhões de comprimidos. A aspirina, como 80% dos remédios, têm origem natural. A salicina (que dá origem ao ácido aceltisalicílico) era extraída originalmente da casca do salgueiro. O papiro de Ebers, um manual médico escrito no Egito Antigo, há 3.500 anos, já recomendava a casca do salgueiro como um bom analgésico.

A substituição do ácido salicílico por ácido acetilsalicílico, com a redução correspondente de acidez, foi essencial para alcançar os parâmetros de segurança que tornam a aspirina tão comum e popular atualmente.

Pergunta de @lux_chaves, via Instagram

Fontes: Cristina Northfleet, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP; artigo “Cyclooxygenase-3 (COX-3): Filling in the gaps toward a COX continuum?”, PNAS; livro Chemistry: An Introduction for Medical and Health Sciences, de Alan Jones.

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