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Se Conselho Fosse Bom

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Coluna semanal de perguntas práticas, sentimentais e existenciais enviadas por leitores da SUPER. Por Karin Hueck
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Socorro, gosto demais de fazer sexo e minha namorada não dá conta. Onde acho alguém que dê?

Essa semana, os leitores falaram que têm ~vigor~ demais e que acham que estão ficando malucos. Veja os nossos conselhos.

Por Karin Hueck Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 23 jul 2018, 13h33 - Publicado em 10 nov 2016, 14h12

Sou um homem de 40 anos que já foi casado por 15 anos. Tinha  muita dificuldade em fazer sexo com minha ex-esposa e, depois que me separei, arranjei uma namorada de 18 anos que fica abismada com o meu vigor. Se possível, faria sexo 3 vezes por dia todo dia. Mas vou no ritmo dela a cada dois dias. Acho que sou normal. Pratico exercícios e faço academia. Todas as mulheres querem um homem com vigor. Mas no decorrer do tempo não entendem esse tesão que tenho. Acho que vocês deveriam fazer uma reportagem para falar sobre os benefícios do sexo todo dia e que não tem nada errado em estar sempre de prontidão.
– Vigorzão

Caro vigor,
Antes de mais nada, vamos lembrar que não existe “estar sempre de prontidão” – ou as pessoas estão a fim de fazer sexo ou não se deve fazer sexo com elas. E algo me diz que não existem necessariamente benefícios de fazer sexo todos os dias – existem benefícios em fazer sexo quando se quer. Dito isto, penso que você apenas não encontrou alguém completamente compatível com você. Com certeza, existem pessoas que adorariam fazer sexo três vezes ao dia – algo que não tem nada a ver com a idade, aliás. Aí penso que você tem duas opções: continuar procurando uma pessoa que seja tão ~sexual~ quanto você ou ficar com alguém que você goste muito, mesmo que isso signifique umas transadas a menos. Isso vai ter a ver com a importância que você dá ao sexo. Só você vai poder saber.

Eu gostaria de pedir um conselho porque realmente não sei a quem recorrer. Fui diagnosticada com depressão e ansiedade há três semanas pela melhor psiquiatra da cidade e, desde então, tomo a medicação religiosamente. A médica me alertou que a Fluoxetina faria efeito após duas semanas mas, após três semanas sem qualquer efeito, eu estou começando a duvidar da minha própria condição, o que só me deixa ainda mais triste. Por um lado, a psicóloga que frequento há quase quatro meses apoia que eu use o medicamento e concorda com o diagnóstico, por outro lado, minha mãe não acredita que eu esteja tendo “pensamentos obsessivos”. Ela acredita que qualquer pessoa reflete o dia inteiro sobre coisas tolas como eu faço (como pensar o final de semana inteiro em como eu quero ir pra dermatologista) e minha irmã ainda acredita que muitos psiquiatras realizam diagnósticos equivocados. Não culpo elas, já li diversos artigos sobre a excessiva medicalização e como a atual sociedade tenta curar um sentimento tão banal como a tristeza com remédios e – pelos meus remédios não funcionarem – me fazem acreditar que sou mais uma vítima de tal sistema. Chego então em um impasse: minha psicóloga acharia tolice essa possível “excessiva medicalização” e me diria como minha mãe tenta bancar a médica, por outro lado, minha mãe vai de fato tentar bancar a médica e vai me perguntar o motivo da minha tristeza (como se só isso me dissesse).
Garota que se acha dramática

Cara garota
Realmente, existe um excesso de medicalização e de diagnósticos por aí. Mas, se você acha que seus sintomas estão atrapalhando a sua vida (e, pela sua carta, me parecem que estão – você falou três vezes que sente muita tristeza, o que é um sinal de alerta), o certo é fazer o que você fez: procurar um médico e um psicólogo. Aí acredito que seja melhor acreditar nos profissionais do assunto. Repare que ambos concordaram com o diagnóstico – o que nem sempre acontece! Três semanas é pouco tempo para afirmar com certeza que o remédio não está funcionando, mas também pode ser que esse não seja o medicamento certo para você. (A psiquiatria não é uma ciência exata e é comum psiquiatras experimentarem vários remédios antes de chegarem ao ideal.) Agora, sobre a sua mãe: ela reflete um pensamento antigo, o de que males da cabeça são “frescura” ou “normais” ou ainda “não existem”. O melhor que você pode fazer é marcar uma conversa com ela (marque mesmo um horário, para ela sentir que é sério) e dizer que você não se sente normal, que anda sentindo tristeza além da conta e que gostaria de parar de se sentir assim. Algo me diz que, se você explicar isso com calma, ela pode prestar atenção – e pode querer cuidar de você.

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