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Série Quando Fazemos História mostra luta histórica dos LGBTs

Por Laís Dias
Atualizado em 4 jul 2018, 20h35 - Publicado em 7 ago 2017, 18h16

A década de 1960 foi de muita agitação social e cultural nos EUA. Diversos fatores-chave para nossa cultura aconteceram na época como a Guerra do Vietnã, a contracultura hippie, a fundação dos Panteras Negras e os movimentos em busca dos direitos civis dos negros. Quando Fazemos História, série documental que estreou no canal Sony no dia 12/7, retrata essa ebulição toda.

São oito episódios que intercalam cenas dos acontecimentos reais com as das interpretações na série. No elenco, Whoopi Goldberg, Guy Pearce, Mary-Louise Parker, Rachel Griffiths, Michael K. Williams e Ivory Aquino, entre outros, representam pessoas reais que se mostraram imprescindíveis para a voz de uma comunidade tão reprimida e ignorada.

O enfoque da série é na Rebelião de Stonewall, que ocorreu em 1969, e em todas as turbulências enfrentadas pelos militantes LGBTs que lutavam contra a repressão. Outros momentos, como a criação do bairro de Castro em São Francisco, e o assassinato de Harvey Milk, também são abordados. A série é baseada na autobiografia do militante Cleve Jones e os roteiros são de Dustin Lance Black, ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original por Milk (2008).

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A série contextualiza historicamente o começo de uma luta que ainda não terminou. A rebelião de Stonewall foi o estopim para reivindicações importantes dos direitos civis dos LGBTs, mas que até hoje não foram completamente conquistados. Transgêneros e transexuais ainda são rechaçados por estereótipos e dogmas e minimizados à margem da sociedade, gays e lésbicas ainda são alvos de ofensas e exclusão, assim como não-binários. Ao enxergar a quantidade de homens e mulheres que morreram, sendo ignorados com a saúde debilitada e a segurança comprometida apenas por terem nascido gays, talvez muitos possam perceber que não, não é “chato demais” lutar por um mundo igualitário. É a persistência de um confronto a uma situação degradante que está presente na internet, nas escolas, nos escritórios, nas ruas e dentro de casa.

Em meio ao caos do surto do vírus HIV, a série ainda mostra o descaso das autoridades quando à saúde dos portadores da doença — primariamente caracterizada como exclusiva dos homossexuais –, a busca das mulheres pelos seus direitos e o duplo preconceito enfrentado pelos negros gays.

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Os comentários no próprio trailer já são uma pequena demonstração do porquê de séries como essa serem tão necessárias na mídia. O preconceito está enraizado na sociedade, mas não pode ser lidado com conformismo — ao contrário, deve ser repudiado e confrontado com a representatividade moldada pela mesma luta que começou há décadas e nunca se fez menos corajosa. E nem o fará.

“Nós não somos uma ameaça. Não permaneceremos em silêncio por mais tempo.”

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