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A nossa escola

Denis Russo Burgierman

Quem vê esta minha foto amarelada aqui do lado e lê o nome do meu cargo aí embaixo pode achar que sou eu quem manda aqui na SUPER. Ledo engano. Mando nada. Quem manda mesmo é um magrelo todo tatuado, tão barbudo quanto o Bin Laden, dj lendário da noite paulistana, o Fabricio Miranda.

Fabricio é o diretor de arte da SUPER, o que teoricamente significa que o trabalho dele é comandar o time de designers responsável pelo visual da revista. Mas quem conhece o dia a dia da redação sabe que ele faz muito mais que isso. Tem dias que eu escrevo as chamadas na capa e vem ele, todo invocado, ordenando: “tá uma b*st* isso. Melhora aí”. Vou olhar e não é que o folgado tinha razão? Estava ruim mesmo. E lá vou eu sentar de novo, em busca de palavras dignas das imagens incríveis criadas pelo time dele.

É que, na SUPER, a equipe de arte não é só quem “ilustra” e “diagrama” as reportagens. Os caras fazem muito mais que isso. Eles são “designers de informação”, especialistas em infográficos, em narrativas visuais, em imagens carregadas de conceito, de emoção, de dados, de ideias.

E fazem isso bem prá caramba. Tanto que toda hora ganham prêmios internacionais, e vão dar palestra no exterior, e no mundo inteiro sabem que a SUPER é referência em design e infografia. Tem sido assim há mais de dez anos. Designers que passaram pela SUPER estão espalhados pelas publicações e pelos projetos mais inovadores e interessantes do Brasil. Se você entrar numa livraria e escolher um livro bonito, é bem provável que tenha ali a mão de pelo menos um designer que passou pela SUPER. Somos uma escola de design – uma das mais influentes do País.

Mês passado, um aluno se formou nessa escola: o Rafael Quick, que trabalhou aqui por dois anos e fez um monte de páginas incríveis, inclusive a linda reportagem de capa de novembro, sobre os poderes da fé, mudou-se para o interior (ele continuará colaborando a distância conosco, criando a seção Ideia Visual, em parceria com o TED). De saída, o Quick ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo de Melhor Criação Gráfica de 2013, concorrendo na final contra uma outra criação dele mesmo (veja na página 18). Mais um troféu para sua internacional coleção.

Mas vaga na arte da SUPER não fica aberta por muito tempo. Logo que o mineiro Quick saiu, chegou a baiana Inara Negrão, para ocupar sua cadeira, ao lado de Jorge Oliveira, Ricardo Davino e Paula Bustamante, todos feras. Inara, como tanta gente de sua geração, tem a SUPER como referência e desenvolve um trabalho consistente de infografia. Ela chegou semana passada, a tempo de contribuir com esta edição.
A SUPER tem cuidado com tudo que faz. Nossos textos são longamente trabalhados, até atingirem a difícil equação de serem simples e profundos ao mesmo tempo. Nossa reportagem é cheia de informação exclusiva. Nossa internet é esperta e inovadora.Mas nossa arte é uma das melhores do mundo. Por isso, quando o Fabricio e sua turma falam, eu escuto.