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Algas invadem Mediterrâneo

Mar Mediterrâneo é invadido por algas tóxicas que sufocam nichos de reprodução de peixes

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 dez 2009, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h47
  • Trezentos quilômetros quadrados do Mar Mediterrâneo foram invadidos por uma colônia de algas verdes, compridas e finas, as Cauerpa taxifolia. Da fronteira entre a França e a Itália até a cidade de Toulon, na Côte D’Azur; da superfície do mar até uma profundidade de 30 a 40 metros, encontram-se espessos chumaços de estranhas folhas – estrutura formada pelas algas – em número de até 8000 por metro quadrado que se empenham em sufocar nichos de reprodução de peixes e crustáceos, já bastante castigados pela poluição mediterrânea. De origem tropical, como as águas mornas das Filipinas, de Madagascar e mesmo do litoral brasileiro, as algas se instalaram – ninguém sabe exatamente como –, adaptaram-se a uma temperatura média de 11°C e expandem=se com uma velocidade espantosa. “Se não fizermos alguma coisa já, até o fim do ano sua extensão atingirá 3000 quilômetros quadrados”, constata Alexandre Meinesz, diretor do Laboratório de Estudos do Ambiente Marinho do Litoral, da Universidade de Nice e vice-presidente do comitê de cientistas encarregados de eliminar a praga. 

    É que nas águas mediterrâneas as algas não são ameaçadas por outras espécies com as quais normalmente rivalizam o espaço, nem tampouco por herbívoros famintos. “Para piorar, tudo indica que as algas são tóxicas”, afirma o biólogo Nardo Vicente, da Universidade de Marseille-Saint-Jérôme, Sua tarefa é encontrar um predador para a Caulerpa. “Talvez possamos trabalhar com a Aplysia (uma lesma de grande porte, também chamada lebre-do-mar)”, pondera Vicente. “Como não há ser vivo que coma este molusco marinho, não corremos o risco de intoxicar toda a cadeia alimentar.” A campanha de extermínio deve ainda utilizar meios mecânicos para arrancar as algas, guerra químicas e milhões de francos e liras. O tempo também conta. “Se não nos apressarmos, a situação pode ficar incontrolável no outono”, alerta Meinesz.

     

     

     

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