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Ar-condicionado

Nem cinema funcionava com tanto calor

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h46 - Publicado em 31 ago 2006, 22h00

Quando o jovem engenheiro Willis Carrier inventou o que seria o primeiro ar-condicionado da história, em 1902, ele mal podia imaginar que sua criação se tornaria símbolo de modernidade nas grandes cidades. Na época com 25 anos, Carriers quebrou a cabeça analisando o problema enfrentado por uma gráfica de Nova York: as altas temperaturas do verão influenciavam, para pior, a qualidade das impressões. Isso porque o papel encolhia, a letra saía borrada, cores se alteravam… Ele desenvolveu então um método de retirar a umidade e o calor do ambiente por dutos resfriados. Deu tão certo que logo outras indústrias, especialmente a têxtil, passaram a requisitar o sistema para assegurar a qualidade de seus produtos. A invenção de Carrier ganhou espaço fora das fábricas entre as décadas de 1910 e 1920, quando passou a ser usada em escritórios. Trinta anos depois o produto enfim chegou aos lares americanos, em versão adaptada aos consumidores: menor e mais barato.

A indústria cinematográfica deve muito a Carrier. Ao contrário do que acontece hoje, as férias de verão eram terríveis para o cinema – algumas salas nem abriam. Isso se deu até a década de 1920, quando as primeiras salas de cinema começaram a ter ar-condicionado e os espectadores puderam enfim, curtir, fresquinhos, seus heróis de Hollywood na telona.

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