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Campanha contra megaincêndio em Goiás arrecada R$ 350 mil

Crowdfunding criado para combater incêndio na Chapada dos Veadeiros recebeu 4 mil doações, superando em 85% o valor pedido; fogo começa a ser controlado

Por Pâmela Carbonari Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 11 mar 2024, 16h37 - Publicado em 26 out 2017, 17h57

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, está em chamas desde a última quinta-feira, dia 17. As autoridades locais estimam que 64 mil dos 240 mil hectares já tenham sido atingidas pelas labaredas dentro do Parque. Somando com as áreas próximas, o tamanho do estrago chega a 80 mil hectares queimados. Este é o maior incêndio da história do Parque, criado em 1961.

Para conter o incêndio na Chapada, que é Patrimônio Mundial Natural da UNESCO e uma importante região de preservação do Cerrado, moradores de Alto Paraíso-GO, ONGs e fundações ambientalistas criaram a Rede Contra Fogo e um financiamento coletivo para arrecadar fundos no site Catarse.

A meta do crowdfunding era recolher R$ 192 mil para arcar com os custos de equipar brigadas de combate e prevenção a incêndios no Parque; desenvolver uma central de informações para estimular a conscientização ambiental e a preservação do Cerrado e organizar um conselho que trabalhe em projetos educacionais e ecossociais. A campanha começou há oito dias e já ultrapassou o valor estimado em 85% — 4.166 colaboradores doaram R$ 357 mil. No Facebook, a Rede Contra Fogo alcançou 1,3 milhão de pessoas.

Vários famosos divulgaram mensagens de apoio à causa em suas redes sociais. Veja abaixo algumas delas:

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https://twitter.com/giseleofficial/status/922801760216985600

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A post shared by Arnaldo Antunes (@arnaldo_antunes)

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e representantes do Ibama disseram em coletiva de imprensa ontem que os esforços em parceria com os Bombeiros do DF e de Goiás, Polícia Rodoviária Federal e Grupo Ambientalista do Torto também estão tendo sucesso, e que o fogo está sendo controlado – os focos da região do Vale da Lua, de Mulungu e da Cara Preta estão sob monitoramento, mas que nas serras de Santana e do Ministro, onde o acesso é mais difícil, ainda há chamas.

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As autoridades ambientais trabalham com a hipótese de o incêndio ser criminoso, uma retaliação à medida que aumentou a área de preservação da Chapada de 65 mil hectares para 240 mil hectares, em junho deste ano. O Cerrado é um dos biomas brasileiros mais ameaçados, habitat natural de várias espécies de plantas e animais que só existem ali ou estão ameaçadas de extinção, como o lobo guará e o pato-mergulhão. O pedido de ampliação estava tramitando desde 2009.

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“A única causa (natural) de incêndios no cerrado são raios. E a época de incidência deles é no período de chuvas, mas não tivemos tempestades nesse último mês ou queda de raios. Não existe a possibilidade de combustão espontânea nessa região e 100% dos incêndios na seca no Cerrado são provocados pelo homem. O local onde ele começou deixa claro que o incêndio foi uma ação humana”, afirmou o chefe do Parque da Chapada dos Veadeiros, Fernando Tatagiba, em entrevista à BBC Brasil.

O ICMBio também considera a possibilidade de que o fogo tenha sido causado intencionalmente. Além disso, o Instituto disse em nota que os incêndios no final da seca são mais perigosos por causa do acúmulo de folhas e capim que facilitam a expansão das chamas e que “a alta temperatura e baixa umidade relativa do ar,contribuem para a rápida expansão das chamas e também diminuem a resistência física dos combatentes.”

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(Ueslei Marcelino/Reuters)
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Em conversa com a SUPER, a Rede afirma que a etapa inicial da campanha foi atingida em 24 horas e que atenção agora está voltada no pós-fogo. “Queremos, com essa segunda fase, trabalhar na prevenção através da criação de novas brigadas de incêndio intersetoriais e da capacitação de novos brigadistas, além de um trabalho de comunicação focado na educação ambiental trazendo informações sobre a importância do bioma Cerrado, assim como sua preservação”.

Apesar da motivação ser uma tragédia que deixa dúvidas sobre a regeneração do bioma, Tatagiba disse, ainda em entrevista à BBC Brasil, que a organização pública motivada por esse incêndio vai deixar um aprendizado para ser usado a longo prazo: “Vamos construir brigadas comunitárias com mais equipamentos de proteção, comunicação e treinamento”.

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(Valter Campanato | Agência Brasil/Divulgação)
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