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Desastre na pré-história

Logo que surgiu na áfrica, o homem moderno por pouco não desapareceu do planeta graças a um terrível resfriamento do clima, causado por um período glacial e agravado pela erupção, já cerca de 70 000 anos, do segundo maior vulcão de que se tem notícia, o Toba, de Sumatra. Nada menos que 90 000 pessoas teriam sucumbido, 90% de uma população original de 100 000. Essa possibilidade extraordinária análise recém-elaborada pelo antropólogo americano Henry Harpending, da Universidade de Estado de Pensilvânia. Ele descobriu que diversos povos atuais, entre os mais antigos povos atuais, entre os mais antigos da Terra, trazem nos genes claro sinais de uma rápida expansão demográfica da espécie. Ela teria impulsionados pequenos grupos: felizes sobreviventes daquele período crítico. “Nossos antepassados estiveram tão ameaçados de extinção como o chimpanzé-pigmeu e o gorila da montanha, atualmente”, ima-gina Harpending. Mas a recuperação posterior também chama a atenção por ter ocorrido em lugares e épocas diferentes: 80 000 anos na África e 40 000 anos na Europa. Isso sugere que o homem, embora nascido na África, não cresceu ali. Em vez disso, migrou em pequenos bandos e até se misturou a humanos anteriores, como o Neanderthal, e só então, milênios mais tarde e em diversos pontos, tornou-se dominante no planeta.