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Desenhos eloqüentes

Imagem & Ação (I e II) – jogo para quatro ou mais participantes, produzido pela GROW Jogos e Brinquedos S.A.

Para quem já o conhece, é a possibilidade renovada de disputar muitas partidas. Quem ainda não o experimentou tem uma dupla chance de fazê-lo: está nas lojas a segunda versão de Imagem & Ação, um dos jogos mais bem-sucedidos nos últimos anos. Lançado no Brasil em 1988, ele propõe aos jogadores o desafio de traduzir em desenhos, milhares de palavras e expressões. Os participantes se organizam em equipes, representadas cada qual por um único peão. Seus elementos se alternam no papel de “desenhista”, que deve tentar transmitir aos seus parceiros de equipe uma palavra sorteada.
Enquanto ele vai fazendo os rabiscos, seus colegas vão dizendo palpites tentando adivinhá-la, até que uma ampulheta assinale o fim do tempo. Se a palavra for adivinha, move-se o peão coletivo segundo o resultado de um dado, caso contrário a jogada passa para a próxima equipe. Escrevemos desenhista entre aspas, porque, apesar de não serem permitidas comunicações físicas (mímica) ou verbais, não é necessário saber para jogar Imagem & Ação.

È surpreendente a quantidade de informação que se consegue passar através de meia dúzia de rabiscos. Por outro lado, é claro que um bom desenhista leva uma vantagem indiscutível, sobretudo nas palavras mais difíceis (já imaginou como desenhar, por exemplo, “ansiedade” ou “necessidade”?) Porém, como o jogo é em equipe, sempre é possível balanceá-lo, distribuindo o talento por igual entre elas. Os canadenses parecem ter descoberto por igual entre elas. Os canadenses parecem ter descoberto a chave do sucesso. Depois de Trivial Pursuit, o célebre jogo que originou a mania mundial dos jogos de informação, com milhares de perguntas sobre cultura geral, agora também são responsáveis pela criação de Imagem & Ação, cujo nome original era Pictionary. Seu autor é Rob Angel, um ex-garçom em Settle, na costa oeste norte-americana.

Adepto do jogo Risk (conhecido no Brasil como War), Rob costumava reunir-se som os amigos após o serviço para jogar. “Certo dia, não sei bem por que, abri um dicionário, escolhi uma palavra e tentei fazê-los adivinhá-la, desenhando-a”, disse ele numa entrevista. Nascia assim, o conceito que, apenas cinco anos depois, já teria vendido mais de 13 milhões de jogos, traduzidos para mais de doze línguas. Rob Angel nunca mais precisou servir a ninguém.