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Em Busca do Tempo Perdido

Marcel Proust

NOME ORIGINAL_A La Recherche du Temps Perdu (França)
EDIÇÃO NO BRASIL_ Globo; 2001


DO QUE TRATA

O jovem Marcel relembra sua vida, sempre dividida entre os salões da aristocracia decadente e o modo de vida burguês. Na cena mais famosa, o sabor de uma madeleine (bolinho típico francês) mergulhada no chá desperta sua memória involuntária: o personagem percorre os caminhos de Guermantes (da aristocracia esvaziada) e de Swan (da burguesia vulgar), pintando com detalhe e riqueza mais de 2 000 tipos que habitam essas sociedades.

QUEM ESCREVEU

Proust (1871-1922) conhecia bem a sociedade aristocrática retratada em sua obra. Durante a juventude, freqüentou os salões parisienses. Anos depois, decidiu se afastar desse mundo, tornando-se recluso. Os 3 últimos volumes de Em Busca do Tempo Perdido foram publicados postumamente.

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE

Proust transformou a forma de pensar o tempo. A memória involuntária não se restringe a uma rememoração consciente dos fatos do passado, mas evoca também sensações, possibilita revisitar um tempo e um sujeito que não existem mais. A transformação constante do sujeito está na estrutura da obra: pela primeira vez um narrador, que retrata uma época de transição entre os séculos 19 e 20, passa ele próprio por mudanças enquanto escreve.

Os 7 volumes da obra de Proust estão sendo adaptados para os quadrinhos pelo francês Stéphane Heuet. A ambiciosa empreitada está prevista para terminar somente em 2020.