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Inflação: Métodos diferentes definem custo de vida

No cálculo da inflação os institutos levam em conta os gastos com alimentação, moradia, transporte, despesas pessoais, vestuário, saúde e educação.

Como os institutos calculam a inflação do mês?

Cada instituto de pesquisa tem um método para medir a elevação dos preços. “A diferença está no período de coleta, na renda da população, no espaço geográfico e na participação de cada produto no gasto familiar”, explica Fanny Moore, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtos são praticamente os mesmos, com algumas exceções.

Na primeira etapa, pesquisadores verificam hábitos de consumo em uma determinada faixa de renda, nas categorias alimentação, moradia, transporte, despesas pessoais, vestuário, saúde e educação. Assim verifica-se qual a participação de cada um dos ítens no gasto total. As faixas salariais também variam de um instituto para outro. Na hora do cálculo, faz-se uma média ponderada valorizando a faixa salarial de maior peso dentro da população. O Departamento de Estatísticas e Estudos Socio-Econômicos (Dieese) usa três faixas e divulga três índices. Geralmente é publicada uma média deles.

A seguir, coletam-se preços em estabelecimentos que servem como amostra dos procurados pelos consumidores. Com esses dados, é calculada a variação do preço médio de cada produto. “A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo, que responde pelo IPC em São Paulo, calcula o índice emparelhado, ou seja, comparado sempre ao mesmo tipo de produto do mês anterior”, explica Juarez Rizzieri, presidente da Fipe.

Calcular a inflação do mês é somar a variação de preços de cada produto e ponderá-lo com o peso de sua participação no gasto familiar. A Fipe efetua o cálculo das quatro últimas semanas, enquanto o período usado pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, é do dia 1 a 30 do mês.