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Mito: Maconha causa danos irreversíveis à memória

Ela bloqueia a memória de curto prazo, mas tudo volta a funcionar normalmente depois que o efeito passa

Perder a hora para um compromisso recentemente agendado, esquecer o nome do filme que acabou de ser visto… Lapsos desse tipo são comuns entre usuários de maconha. Eles acontecem porque a droga bloqueia a memória de curto prazo – aquela de pequena duração, necessária num determinado instante, mas da qual nos desfazemos logo em seguida. Exemplo: quando alguém nos informa o número de um telefone que não conhecemos, quase sempre precisamos anotá-lo imediatamente. Se tivermos de procurar papel e caneta, corremos o risco de esquecê-lo, por menor que seja o tempo decorrido. Isso é memória de curto prazo.

Mas bloquear não significa provocar danos irreversíveis! Várias pesquisas já provaram que o impacto da droga sobre a memória recente é passageiro – ele ocorre apenas enquanto o sujeito permanece sob o efeito da erva. Assim que os baseados são deixados de lado, tudo volta a funcionar normalmente.

“Se alguém usar maconha num dia e medir os níveis de memória e concentração no outro, eles estarão apenas ligeiramente alterados”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). De acordo com o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, também da Unifesp, quem vive chapado o tempo todo acaba não consolidando a memória de longo prazo, uma vez que ela se solidifica pela repetição do que é registrado na memória de curto prazo. Trata-se, porém, de um efeito transitório, que desaparece quando a pessoa se afasta da droga.”

Comentários

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  1. Rafael Mota Pacheco

    Parece que ao ignorar muitas pesquisas científicas de institutos idôneos e ainda afirmar categoricamente que eles não existem, a Super se mostrou bem tendenciosa. Parece que há um esforço da industria em legalizar a maconha e lucrar com ela. Parece que seus colegas da Veja estão anos luz a frente de vocês sobre as pesquisas que sua reportagem diz que não existem, assim como seus resultados. E eu me pergunto o por quê disso. Seria o altor desse texto apenas um ignorante naquilo que deveria estar atualizado, ou será que está mentindo ou no mínimo sendo muito tendencioso por algum motivo?

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