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Maior bateria do mundo custou mais de US$ 50 milhões

Elon Musk, responsável pela obra, fez uma aposta com o governo australiano: se a invenção não ficasse pronta em menos de 100 dias, sairia tudo de graça...

Por Felipe Germano - 23 nov 2017, 15h44

É bem provável que você já tenha lido sobre Elon Musk aqui na SUPER. O sul africano está envolvido desde a criação do Paypal até viabilização de foguetes para Marte, passando pela Tesla, sua empresa de carros elétricos. Mas seu mais novo feito está relacionado com uma aposta: ele cravou que construiria a maior bateria do mundo em menos de 100 dias – ou a obra sairia de graça. Advinha só? Ele conseguiu.

A obra não foi feita à toa. Em setembro do ano passado, uma tempestade atingiu a Austrália, em especial o estado da Austrália do Sul e deixou 30 mil casas sem luz. O premier estadual, Malcolm Turnbull, resolveu jogar a culpa nas energias renováveis. Segundo ele, o governo australiano estaria mirando tanto em formas não poluentes de gerar eletricidade, que acabou não investindo o necessário em maneiras de garantir que a eletricidade chegaria aos moradores. Balela, de acordo com o poder federal australiano, que garantiu a imprevisibilidade de eventos climáticos como o que causou o blackout. Certos ou errados, é justamente a energia renovável da Tesla que vai garantir a luz na região. As baterias de produzidas por Musk reúnem eletricidade de várias maneiras: além de possuírem placas para produção de energia solar, o sistema ainda é conectado captadores de energia eólica.

A bateria é movida à ions de lítio, exatamente como seu celular. Só que, diferentemente do iPhone, ela não vai durar só algumas horas. A invenção tem uma carga de 100MW, 25 milhões de vezes mais potentes do que a bateria de um iPhone 8, por exemplo.

A ideia é que a bateria funcione como um plano B. Ele será ativado em casos de blackout, e sempre que estiverem com a carga máxima, os excessos de produção serão repassados para o sistema de energia tradicional, diminuindo a produção de termoelétricas e outras formas de geração que emitem poluentes.

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A aposta foi lucrativa para o sul africano. Caso não cumprisse os 100 dias de prazo, teria que arcar com os US$ 50 milhões (cerca de R$ 160 milhões) que custaram para produzir a bateria. Na verdade, ele conseguiu até tempo de sobra. O prazo termina só em primeiro de dezembro, quando a bateria vai, de fato, entrar em funcionamento. Como a obra já está pronta, a Tesla vai aproveitar essa uma semana de folga para rodar testes na instalação e garantir a máxima eficácia quando o projeto for colocado em prática.

“A maior bateria de de ions de lítio será uma parte importante da nossa produção de energia, e manda uma mensagem clara de que a Austrália do Sul será líder em energias renováveis, com armazenamento de baterias”, afirmou em comunicado o novo governante do estado, Jay Weatherill. Aparentemente, eles não estão tristes por perderem a aposta.

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