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Nós fazemos 9 vezes menos sexo que no final dos anos 1990

15% dos jovens que têm entre 20 e 24 anos não transam desde os dezoito anos – o mais provável é que ainda sejam virgens

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 mar 2017, 16h51
Nós fazemos 9 vezes menos sexo que no final dos anos 1990 Priorizar nos meus resultados Google

Ninguém gosta de imaginar os próprios pais entre quatro paredes. Mas se você está vivo, é porque eles rolaram nas cobertas pelo menos uma vez. E a notícia perturbadora do dia é que foi bem, bem mais de uma vez. Na primeira metade da década de 90, época em que você, que hoje é universitário, foi fabricado, as pessoas transavam em média sete vezes mais que hoje em dia. No final da década, a diferença subiu para nove vezes mais. A descoberta saiu da análise das série históricas do “IBGE” norte-americano, que investiga as opiniões e comportamento de uma amostra anual de 27 mil adultos dos EUA desde 1989. O artigo científico está aqui.  

Outra análise dos mesmos dados, divulgada no final do ano passado, já havia revelado algo parecido: o número de pessoas que têm entre 20 e 24 anos e não tiveram nenhum parceiro sexual após os 18 anos foi de 6% entre os nascidos na década de 1960 para 15% entre os nascidos nos anos 1990. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, os pesquisadores consideraram pouco provável que essas pessoas tenham perdido a virgindade ainda no ensino médio e só depois ficado sem sexo – tudo indica que o número de virgens realmente cresceu.

Os pesquisadores atribuíram a queda a certas tendências de comportamento da nova geração, que dá mais valor à carreira e ao trabalho e se interessa menos por relações estáveis. A série histórica também desmentiu a ideia de que solteiros têm a vida sexual mais ativa: em todas as gerações, pessoas com relacionamentos estáveis vão para a cama com mais frequência. Os dados americanos batem com uma pesquisa semelhante feita há pouco tempo no Reino Unido, e a tendência parece se repetir em vários países desenvolvidos. Mas não se preocupe: no fundo, o que interessa não é ir para a cama o tempo todo, mas curtir o momento quando acontece.

“É claro que quantidade não é qualidade. Então eu acho que a questão mais importante é se as pessoas ficam feliz com o sexo que fazem, quando fazem”, afirmou Cath Mercer, uma das responsáveis pela análise dos dados na pesquisa britânica, ao The Guardian.  “Dados das pesquisas britânicas sugerem que esse é o caso da maior parte das pessoas: só uma minoria afirmou estar insatisfeita com a própria vida sexual”, conclui. 

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