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Notícias falsas se espalham 6 vezes mais rápido que as verdadeiras

Cientistas do MIT analisaram a propagação de 126 mil posts do Twitter durante os últimos dez anos - e constataram que a mentira vai longe

Por Bruno Garattoni 8 mar 2018, 17h12

O estudo, que foi publicado no jornal científico Science, constatou que as notícias falsas (fake news) se propagam mais rápido do que as verdadeiras: elas têm 70% mais chance de serem compartilhadas e levam seis vezes menos tempo, em média, para alcançar os primeiros 1.500 leitores no Twitter, rede social cujo tráfego foi analisado pelos pesquisadores.

Os cientistas reuniram todos os temas abordados, nos últimos dez anos, por seis sites e agências de checagem de informações dos EUA: Snopes, Politifact, Factcheck, Truth or Fiction, Hoax Slayer e Urban Legends. Em seguida, foram ao arquivo do Twitter e localizaram todas as mensagens relacionadas àqueles assuntos. Eram rumores e notícias falsas sobre política, economia e ciência, envolvendo assuntos como as eleições presidenciais nos EUA, os ataques terroristas de 2015 em Paris e conspirações pseudocientíficas sobre diversos temas.

Ao todo, o estudo analisou 126 mil posts contendo rumores e notícias falsas, que foram compartilhados por 3 milhões de pessoas nos EUA. Os posts que continham fake news também foram analisados por um software, que foi alimentado com 140 mil palavras e é capaz de estimar os níveis de oito emoções -raiva, medo, antecipação, confiança, surpresa, tristeza, alegria e desgosto- em cada tuíte. Os posts relacionados a fake news apresentaram maior teor emocional, e inspiraram mais surpresa e desgosto nas pessoas. Os usuários que compartilham notícias falsas são mais solitários: costumam ter menos seguidores, e seguem menos pessoas também.

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