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O que é melhor: trabalhar sozinho ou em grupo?

Segundo um estudo americano, o cenário ideal estaria na união dessas duas formas de trabalhar

Por Ingrid Luisa Atualizado em 16 ago 2018, 11h00 - Publicado em 15 ago 2018, 18h38

Você com certeza já ouviu em alguma entrevista de emprego: “prefere trabalhar em grupo ou sozinho?”. Assim como outras questões típicas (“se você fosse um animal, qual animal seria?”), no fundo ela é quase uma pegadinha, pois não há resposta certa ou errada. O que eles querem mesmo é ver a desenvoltura com que você se responde e como se vende – responsável, inclusivo…

Se você treme na base para responder sobre suas preferências de trabalho, um estudo da Universidade Stanford vai te ajudar a enfrentar qualquer recrutador. Os pesquisadores descobriram que a melhor resposta para o questionamento que abre esse texto é: nem um, nem o outro – os dois.

  • É fato que trabalhar sozinho, assim como em grupo, tem suas vantagens. Há quem prefira pensar por si só a pedir qualquer tipo de ajuda, o que é bom para o desenvolvimento de capacidades próprias em caso de crise; e há aqueles que não escrevem um “ai” sem pedir uma opinião, o que também pode ser positivo, já que duas cabeças acham soluções mais diversas do que uma. Mas, nem sempre um ou o outro apresentam os melhores resultados. E os cientistas concluíram que fazer os dois potencializa o que há de melhor em cada uma das opções.

    Os pesquisadores separaram os voluntários em três grupos, mas todo mundo recebeu a mesma missão: mapear a melhor rota para alguém que vai viajar por 25 cidades diferentes. Os participantes do primeiro grupo foram instruídos a resolver o problema sozinhos. Ethan Bernstein, coautor do estudo, afirmou que alguns encontraram soluções excelentes, enquanto outros chegaram a respostas bem ruins. De forma geral, a qualidade do grupo foi mediana.

    A segunda equipe foi informada de que deveria trabalhar junto. Cada participante precisava apresentar uma solução, mas eles poderiam consultar os colegas e pensarem em conjunto. A nota do grupo foi um pouco melhor, mas ainda não totalmente satisfatória. Bernstein acredita que isso ocorreu porque o time preferiu desenvolver a “melhor ideia” do grupo como um todo, em vez de apostar em saídas mais ousadas de alguns membros.  Isso sem contar os integrantes que não quiseram contribuir tanto assim…

  • Na terceira turma, as pessoas até poderiam interagir com seus colegas, mas apenas algumas vezes e de acordo com as determinações dos pesquisadores. Resultado: a média foi bem maior que a dos outros grupos. Segundo Bernstein, o pulo do gato foi o seguinte: essa galera trouxe várias boas soluções individuais, mas, ao mesmo tempo, se manteve aberta ao debate de ideias. É como ter o melhor dos dois mundos.

    Essas interações podem se dar de várias formas na vida real – em dinâmicas de grupo ou na realização de um grande projeto, por exemplo. Mas o que está claro é que culturas como “fazer tudo sozinho” ou “sempre pedir ajuda” não estão desenvolvendo o potencial máximo das pessoas. Agora você já sabe o que responder para impressionar na sua entrevista.

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