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O que é melhor: trabalhar sozinho ou em grupo?

Segundo um estudo americano, o cenário ideal estaria na união dessas duas formas de trabalhar

Você com certeza já ouviu em alguma entrevista de emprego: “prefere trabalhar em grupo ou sozinho?”. Assim como outras questões típicas (“se você fosse um animal, qual animal seria?”), no fundo ela é quase uma pegadinha, pois não há resposta certa ou errada. O que eles querem mesmo é ver a desenvoltura com que você se responde e como se vende – responsável, inclusivo…

Se você treme na base para responder sobre suas preferências de trabalho, um estudo da Universidade Stanford vai te ajudar a enfrentar qualquer recrutador. Os pesquisadores descobriram que a melhor resposta para o questionamento que abre esse texto é: nem um, nem o outro – os dois.

É fato que trabalhar sozinho, assim como em grupo, tem suas vantagens. Há quem prefira pensar por si só a pedir qualquer tipo de ajuda, o que é bom para o desenvolvimento de capacidades próprias em caso de crise; e há aqueles que não escrevem um “ai” sem pedir uma opinião, o que também pode ser positivo, já que duas cabeças acham soluções mais diversas do que uma. Mas, nem sempre um ou o outro apresentam os melhores resultados. E os cientistas concluíram que fazer os dois potencializa o que há de melhor em cada uma das opções.

Os pesquisadores separaram os voluntários em três grupos, mas todo mundo recebeu a mesma missão: mapear a melhor rota para alguém que vai viajar por 25 cidades diferentes. Os participantes do primeiro grupo foram instruídos a resolver o problema sozinhos. Ethan Bernstein, coautor do estudo, afirmou que alguns encontraram soluções excelentes, enquanto outros chegaram a respostas bem ruins. De forma geral, a qualidade do grupo foi mediana.

A segunda equipe foi informada de que deveria trabalhar junto. Cada participante precisava apresentar uma solução, mas eles poderiam consultar os colegas e pensarem em conjunto. A nota do grupo foi um pouco melhor, mas ainda não totalmente satisfatória. Bernstein acredita que isso ocorreu porque o time preferiu desenvolver a “melhor ideia” do grupo como um todo, em vez de apostar em saídas mais ousadas de alguns membros.  Isso sem contar os integrantes que não quiseram contribuir tanto assim…

Na terceira turma, as pessoas até poderiam interagir com seus colegas, mas apenas algumas vezes e de acordo com as determinações dos pesquisadores. Resultado: a média foi bem maior que a dos outros grupos. Segundo Bernstein, o pulo do gato foi o seguinte: essa galera trouxe várias boas soluções individuais, mas, ao mesmo tempo, se manteve aberta ao debate de ideias. É como ter o melhor dos dois mundos.

Essas interações podem se dar de várias formas na vida real – em dinâmicas de grupo ou na realização de um grande projeto, por exemplo. Mas o que está claro é que culturas como “fazer tudo sozinho” ou “sempre pedir ajuda” não estão desenvolvendo o potencial máximo das pessoas. Agora você já sabe o que responder para impressionar na sua entrevista.