GABRILA65162183544miv_Superinteressante Created with Sketch.

Pessoas se importam mais com cães do que com outras pessoas, diz estudo

Você é todo durão, mas chora sem parar se um cachorro sofre durante um filme? Esta pesquisa é para você

“Prefiro bicho do que gente”. Você se identifica com essa frase? Sempre? Às vezes? Um estudo recente, publicado na revista Society & Animals, sugere o que muita gente já suspeitava: nós, humanos, nos importamos mais com os cachorros do que com outras pessoas.

Para investigar a nossa preferência por seres de quatro patas, pesquisadores da Universidade de Northeastern, nos EUA, entrevistaram 240 estudantes de graduação, entre 18 e 23 anos de idade, e entregaram a eles uma notícia falsa de jornal: um suposto relatório da polícia no qual a vítima fora atacada com um taco de beisebol e acabou inconsciente, com membros quebrados e outros múltiplos ferimentos.

Durante os testes, o que mudava na notícia era a identidade de vítima. Ao todo, foram quatro tipos: uma pessoa adulta, um bebê, um cachorro adulto e um filhotinho (pedimos desculpa pela imagem terrível que você deve ter imaginado).

Para medir o grau de empatia dos participantes, os cientistas elaboraram uma série de perguntas e criaram uma escala de acordo com os resultados obtidos após as respostas. A hipótese deles era a de que a vulnerabilidade – medida pela idade – seria o principal fator de decisão, e não necessariamente a espécie.

Veja também

Calma, os participantes não relevaram o fato de que um bebê poderia realmente ter sido vítima de violência. No final, quem obteve o maior índice de empatia foram os recém-nascidos, seguido bem de perto por filhotes e cães adultos (nessa ordem). Já a pessoa mais velha ficou em último lugar.

Analisando os dados, eles observaram que a idade era um fator levado em conta quando o assunto era espécie humana, mas o mesmo não acontecia com os pets. Mais especificamente, se excluirmos os bebês da equação, os pesquisadores viram que, durante os testes, havia maior angústia dos participantes ao saber do abuso de animais do que com a agressão a um adulto.

A pesquisa indica que os resultados podem ajudar a reforçar a importância de diminuir a violência contra animais. Pronto, pode ir lá abraçar o seu bichinho.

 

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Jose Mauro Viveiros

    Essa pesquisa foi limitada pelo fator das idades sondadas, porém podemos traçar um perfil psicológico genérico dos humanos nessa sociedade atual em que alguns se apegam aos cachorros pelo seu espírito cooperativo e “amor” incondicional,outros pela companhia,gostar de animais,pela sensação de dominar alguém, enfim coisas que não encontramos facilmente em pessoas,mas quando nos preocupamos mais com animais que com humanos ,demostramos nossa incapacidade de identificarmos como espécie.

    Curtir

  2. Alan Pires Ferreira

    É difícil desenvolver simpatia por esses macacos nazistas e fascistas que atrelam sua felicidade à destruição do próximo. Sempre que preciso escolher entre símios humanos, cães e gatos jamais escolho os primeiros.

    Curtir