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Raios solares: entenda a ilusão da palma divina

Raios solares que atravessam as nuvens parecem se abrir em leque. Mas se fosse assim, o Sol estaria encostado na Terra. Veja como isso acontece.

Você certamente já viu várias vezes o belo espetáculo chamado palma divina. São feixes de luz que atravessam as nuvens e parecem abrir-se em leque. Esse efeito acontece também quando os raios de Sol atravessam a copa de uma árvore, numa manhã de neblina. Só que esse leque é pura ilusão de ótica. Os raios da palma não estão se afastando uns dos outros. Eles percorrem o espaço, um paralelo ao outro. É só pensar: se os raios realmente formassem um cone, ele estaria em algum ponto logo acima das nuvens. Ou seja, o Sol estaria ali, a poucos quilômetros da superfície. Mas, na verdade, ele está a 150 milhões de quilômetros da Terra. Assim, para atravessar essa distância, os raios só podem estar viajando em paralelo (veja o infográfico abaixo). A confusão do leque é causada por uma ilusão que é fácil de entender. Ela acontece também quando olhamos uma grande extensão de uma estrada. Numa reta, a estrada parece diminuir de largura conforme a distância aumenta. Mas é claro que as duas margens da rodovia são paralelas. No caso do Sol é a mesma coisa: os raios são paralelos, mas quando os vemos a uma grande distância, eles parecem estar se espalhando. Essa ilusão também ocorre na sombra das nuvens: se o Sol está baixo no horizonte, a sombra parece que vem se alargando em nossa direção. Isso reproduz exatamente o efeito da estrada e da palma divina.