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Terapia de grupo para ricos

Sim, eles também sofrem - e têm seu próprio grupo de ajuda, no qual só entra quem possuir pelo menos US$ 10 milhões

Carol D’Essen

 

 

Investimentos que dão errado, problemas na empresa, a esposa (ou o marido) que gasta demais… Vida de rico não é só alegria. Mas agora os milionários já têm onde buscar amparo: o Tiger21, um grupo de ajuda que só aceita quem tiver pelo menos US$ 10 milhões sobrando no banco. Ele foi fundado em Nova York, mas já tem filiais em San Francisco, Los Angeles, San Diego, Miami e Dallas. Seu criador, o corretor imobiliário Michael Sonnenfeldt, diz que o grupo conta com 140 membros – que, somados, possuem uma fortuna de US$ 10 bilhões. Segundo ele, 90% dos participantes são homens entre 30 e 80 anos.

Cada sessão dura um dia inteiro. Divididos em grupos de 10 pessoas, os participantes primeiro fazem um resumo das novidades em suas vidas. Depois debatem o que está acontecendo no planeta e o impacto disso em suas fortunas pessoais. Durante o almoço há palestras sobre diversos assuntos – como filantropia, relações internacionais e psicologia. A tarde é dedicada à chamada “defesa do portfólio”. Cada um dos participantes conta no que está investindo, e os demais dizem se é bom ou ruim. Os milionários chegam a se abraçar e chorar durante os encontros, que são totalmente confidenciais. “O grupo ajuda você a entender melhor a sua situação e encontrar respostas que você dificilmente acharia sozinho”, diz Sonnenfeldt.

Foto: Getty Images