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Tinder processa 3nder, um aplicativo de menage

Concorrente que conecta pessoas a casais e vice-versa acusa o quase homônimo Tinder de defender um "monopólio do amor".

Por Denis Russo Burgierman
Atualizado em 4 nov 2016, 19h14 - Publicado em 25 Maio 2016, 19h45

O mercado do amor está em guerra. A Match Group, empresa dona de vários sites e aplicativos de encontros, inclusive o gigante Tinder, entrou na Justiça contra o concorrente 3nder, por violação de sua marca. Pelo jeito, o Tinder acha que tem gente demais nessa cama.

O 3nder (pronuncia-se “thrinder”) é um aplicativo que faz basicamente o que Tinder faz: encontra parceiros sexuais nas proximidades. A diferença é que o Tinder forma casais, enquanto que o 3nder especializa-se em trios. Em termos matemáticos, significa dizer que o Tinder faz 1+1, enquanto que o 3nder expande para 1+2, 2+1 ou 1+1+1.

LEIA: O Tinder esconde um ranking sobre quão desejável você é.

Os advogados do Match Group, que se recusaram a falar com a imprensa, alegam na ação que o nome do concorrente mais safadinho cria confusão, porque rima com Tinder. Os criadores do 3nder se defendem atacando: “Tinder também rima com Grindr, um aplicativo similar especializado no público gay, que foi lançado meses antes”. No blog da empresa, eles acusam o Match Group, “uma corporação gigante”, de querer um “monopólio do amor”.

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O Match Group é uma empresa texana que tem 45 produtos digitais em 38 línguas e está presente em 190 países. O grupo inclui aplicativos como o BlackPeopleMeet.com (que promove encontros entre afroamericanos), o Delightful (especializado em quem quer relacionamento sério) e o Meetic (que lidera o mercado digital de encontros na Europa). Com um valor de mercado de 3 bilhões de dólares e receitas anuais próximas dos 300 milhões de dólares, domina o imenso mercado de facilitar o encontro sexual e afetivo entre as pessoas usando tecnologia.

LEIA: Uma nova revolução sexual.

O 3nder obviamente não é uma ameaça a altura. Com menos de 1 milhão de usuários (estima-se que o Tinder tenha mais de 50 milhões), a empresa esteve à beira da falência no ano passado e só sobreviveu graças a um investidor que chegou na hora h. Mas, para o Match Group, quanto menos concorrentes houver, melhor: afinal, dezenas de aplicativos do tipo estão surgindo, fragmentando mais e mais seu mercado.

Diante da ameaça, Dimo Trifonov, fundador do 3nder está pedindo apoio da comunidade. Solicitou aos seus usuários que postassem fotos de suas meias (!) acompanhadas do hashtag #TinderSuckMySocks (“Tinder, chupe as minhas meias”). Como se vê, ele está disposto a tudo para vencer essa guerra.

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