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5 peças clássicas – e outras músicas de desenho – que você já ouviu sem saber

Rebeca Andrade levou prata com um medley de MC João e a passagem de órgão mais famosa de Bach. Ouça e descubra o nome de outras composições muito tocadas e pouco conhecidas.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 30 jul 2021, 15h12 - Publicado em 30 jul 2021, 15h11

Rebeca Andrade levou a primeira medalha da história da ginástica brasileira ao som de um medley inusitado: a Tocata e Fuga em Ré Menor, BWV 565, de Johann Sebastian Bach, seguida de uma versão instrumental do hit funk “Baile de Favela”, de MC João. O coreógrafo da ginasta, Rhony Ferreira, deu até uma entrevista à CNN explicando como bolou a mistura. 

As duas músicas são bem famosas: embora ninguém conheça a peça de Bach pelo nome, o órgão de igreja com timbre fúnebre é inconfundível – praticamente sinônimo de vampiro.

Há várias outras composições do cânone ocidental que aparecem como easter eggs em produções audiovisuais, principalmente desenhos animados antigos (vale lembrar que Looney Tunes, Mickey e Pica-Pau nasceram todos como curtas para exibição no cinema, acompanhados de música instrumental – os personagens não tinham falas).

Além das peças de Mozarts, Beethovens e Chopins, as animações também costumam vir acompanhadas de jazz e outras manifestações da música popular dos EUA no começo do século 20. A seguir, você descobre o título e o compositor das faixas mais famosas – e ouve todas elas numa listinha da Spotify feita pela Super.

“Marcha Fúnebre”, de Chopin
…ou terceiro movimento da Sonata para piano n.º 2 em si bemol menor, Op. 35

Dispensa apresentações: é a música de velório por definição. Mas vale algumas curiosidades. A primeira é que essa foi a inspiração da Marcha Imperial de John Willians, trilha sonora do vilão Darth Vader em Star Wars. A segunda é que existem muitas marchas fúnebres – embora a de Chopin tenha se tornado mais famosa, há dezenas de composições com o andamento pensado especificamente para acompanhar os passos de um cortejo carregando um caixão.

“The Entertainer”, de Scott Joplin

Esse é o exemplo mais famoso de um gênero boêmio chamado Ragtime que reinou com força no sul dos EUA do finalzinho do século 19 até a Primeira Guerra Mundial. Esse foi o primeiro ritmo de origem afro-americana a ter impacto na cultura mainstream (chegou muito antes da aceitação do blues pelo público branco) e abastecia as pistas de dança de cidades como St. Louis e New Orleans.

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Quem assistiu a série La Casa de Papel vai se lembrar que o Professor, chefe da quadrilha que rouba a Casa da Moeda, toca essa música no piano para sua amada – e perseguidora –, a policial Raquel Murillo.

“Eine kleine Nachtmusik”, de Mozart
…ou Serenata n.º 13 em sol maior, K. 525

Ao pé da letra, em alemão, o título significa “uma musiquinha para a noite”, mas Nachtmusik é melhor traduzido como “serenata”. Ninguém sabe qual foi a motivação de Mozart ao fazê-la – é possível que a peça tenha sido uma encomenda, um trabalho freelancer –, e é quase certo que o título não era um título: era só uma anotação no caderno do compositor para identificar a peça, da mesma maneira que você salva um trabalho de faculdade no Google Docs como “mais_um_do_prof_chato.docx”.

5a de Bethoven
…ou Sinfonia n.º 5 em Dó menor, Op. 67

O 1º movimento da 5a sinfonia de Beethoven disputa com o 4º movimento da 9o posto de peça mais famosa do alemão – e quiçá, da história do Ocidente. Ficou confuso com essa história de sinfonia e movimento? Não tem problema: colocamos as duas na playlist ali em cima. Você vai reconhecer ambas imediatamente. Uma é usada em momentos de tensão, a outra não é tão presente na cultura pop, mas serve de hino para a União Europeia.

Abertura da ópera William Tell, de Gioachino Rossini

A parte mais famosa é a última das quatro – aparece sempre que um personagem qualquer está a galope, ainda que na ópera original não haja cavalos na cena em questão. O uso dessa peça na cultura pop começou graças ao protagonista cowboy da série de filmes de velho-oeste Cavaleiro Solitário.

 

 

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