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A ascensão da A24

Ela foi recordista em indicações ao Oscar 2023: nada menos do que 18 (11 delas para "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"). Veja como o estúdio, em menos de uma década, passou de uma pequena distribuidora de filmes indie para um fenômeno de Hollywood.

Por Rafael Battaglia 16 fev 2023, 16h33 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h51
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Nome de estrada

Os fundadores David Fenkel, John Hodges e Daniel Katz.
(David Crotty/Reprodução/Divulgação)

A A24 nasceu em 2012. Os fundadores Daniel Katz, David Fenkel e John Hodges (foto) trabalharam por anos no circuito de filmes independentes de Nova York. Já o nome da empresa veio de uma estrada na Itália: Katz estava dirigindo nela, em direção a Roma, quando decidiu começar o novo negócio.

Mercado difícil

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Imagem promocional de Spring Breakers.
(A24/Reprodução/Divulgação)

De início, a A24 era apenas uma distribuidora: adquiria filmes em produção ou em festivais e organizava o lançamento. Um dos primeiros foi Spring Breakers (2013), com James Franco. Mas havia o desafio de tornar a operação rentável: só 3,4% dos filmes independentes dos EUA dão lucro – a maior parte (90%) mal chega às salas de cinema.

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Fábrica de memes

Imagem promocional de Ex-Machina.
(A24/Reprodução/Divulgação)
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O trunfo foi explorar as redes sociais. Em vez de investir em caros espaços publicitários para os filmes, o estúdio foi um dos primeiros a apostar em campanhas virtuais com chances de viralizar, como um bot no Tinder da robô Ava, do sci-fi Ex Machina (2014), ou o perfil no Twitter do bode de A Bruxa (2015).

Selo de qualidade?

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Imagem promocional de Moonlight.
(A24/Reprodução/Divulgação)

A produção de filmes próprios começou com Moonlight (2016). Com orçamento de US$ 1,5 milhão, foi o longa mais barato a vencer o Oscar de Melhor Filme. Conhecida por revelar novos diretores, como Ari Aster (Hereditário, Midsommar) e Robert Eggers (A Bruxa, O Farol), a A24 conquistou milhares de fãs. Os mais fiéis compram merchandising oficial e assinam um clube (o AAA24), que oferece conteúdos exclusivos.

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Em expansão

Imagem promocional de Euphoria.
(A24/Reprodução/Divulgação)

Em 2021, havia gente querendo comprar a A24 por até US$ 3 bilhões – entre os interessados, estaria a Apple. A aquisição, contudo, nunca aconteceu. Recentemente, o estúdio recebeu US$ 225 milhões em investimentos, que serão usados para aumentar a produção de filmes fora dos EUA e em séries de TV – o hit Euphoria, da HBO, é da A24.

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