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A ciência do trivial

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h45 - Publicado em 30 set 2004, 22h00

Cíntia Cristina da Silva

Como a maioria das pessoas, você pisca cerca de 15 vezes por minuto, o que dá uma média de 15 mil vezes por dia. Considerando que uma piscadela dura por volta de três décimos, dedicamos uma hora e 15 minutos por dia ao pisca-pisca. E, quanto mais nos concentramos, menos piscamos. Quer saber por quê? Respostas no capítulo “Penso, Logo Pisco” de A Ciência na Vida Cotidiana. O livro explica alguns fenômenos do dia-a-dia. Até mesmo a espuma branca do café fumegante ganha novo interesse após “Visões e Sons em uma Xícara de Café”. E, para continuar o assunto saboroso, o autor dedicou um capítulo às abelhas operárias que morrem não de velhice, mas por causa da distância percorrida durante a fabricação do mel. As pobres campeiras têm quilometragem limite. Gasta a milhagem, fim da vida – não importa se a distância foi percorrida em cinco ou 15 dias. Outras questões fundamentais analisadas: numa tempestade, é melhor correr ou andar para não ficar encharcado? Por que algumas pessoas produzem urina com odor diferente quando comem aspargos? Depois dessa, até o tedioso ato de bocejar se torna fascinante.

A CIÊNCIA NA VIDA COTIDIANA

Jay Ingram

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Ediouro, 238 págs. R$ 34,90

Conhecimento vital

Explicações surpreendentes para perguntas inúteis

Quer ficar sozinho? Mostre a língua!

Mostrar a língua é uma maneira eficiente de as crianças mostrarem desprezo. Mas o artifício infantil também é usado por adultos. Uma pesquisa constatou que, quando estamos muito concentrados, costumamos mostrar uma ponta da língua, inconscientemente. Esse sinal funciona como um tipo de rejeição social e ajuda a manter as pessoas afastadas.

Caçada Coletiva

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Adolescentes não são a única espécie que caça em bando os indivíduos do sexo oposto. Na verdade, algumas nem achariam parceiros sem a ajuda dos amigos. Os insetos, por exemplo. Qual a probabilidade de um deles ser localizado se estiver voando sozinho? Assim, o amor só existe se for em grupo: fêmeas identificam as nuvens de insetos e voam em direção aos machos.

Um ursinho de dar dó

Não é exagero: quando surgiram, no início do século 20, os ursinhos de pelúcia eram feios. Tinham focinhos longos e testa baixa. As alterações evolucionárias começaram quando especialistas descobriram, por volta de 1910, o formato da sedução: cabeça e olhos grandes, testa alta, bochechas e braços rechonchudos. Não por acaso, as mesmas qualidades que tornam os bebês graciosos.

Cartas de seis lados

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Enquanto passeava em Amsterdã e, assim se supõe, por falta de coisa melhor para fazer, o filósofo René Descartes se entreteve com flocos de neve. Impressionou-se com a perfeição dos flocos com seis lados, todos diferentes uns dos outros. A temperatura e a umidade da neve explicam a singularidade. É a variação delas que formará blocos de neve com seis pontas ou então simples placas de gelo.

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