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As 5 mortes mais revoltantes de Game of Thrones

Enquanto os personagens principais não morrem, relembre os momentos que te fizeram gritar e xingar no sofá da sala.

Game of Thrones é uma série sangrenta. Ela costumava matar mais personagens nas primeiras temporadas, mas ainda tem momentos de surpresa e agonia. Isso não significa que todos os personagens sejam sanguinários.

Apesar de raros, existiram pessoas genuinamente boas que não mereciam morrer – ou que, no mínimo, tiveram mortes que não honraram a importância do personagem. Mas como a série não tem fama de ser boazinha, os fãs tiveram várias oportunidades para se revoltar com as mortes. Listamos aqui, em ordem crescente de revoltabilidade, as maiores delas.

Atenção: esse texto possui spoilers da série.

Ned Stark

 (HBO/Reprodução)

Nível de revolta: 1 de 6 

O mais honrado dos Stark é o primeiro a aparecer na lista justamente por ter sido a primeira revolta dos fãs da série. Ele era capaz de ser bondoso ou rígido quando necessário. Se há alguém com senso de justiça incorruptível em Westeros, esse alguém é Eddard Stark.

Foi esse mesmo senso de justiça que levou a sua morte. Ele descobre que os três filhos da rainha são fruto de incesto com Jamie. Ele acusou Joffrey de não ter direito legítimo ao trono e consequentemente foi preso e sentenciado à morte. No momento da execução, ele até admite traição, mas Joffrey permanece firme e ordena sua decapitação.

A morte de Ned decretou o tom da série – e por isso tem muita gente que, apesar de uma leve revolta de primeira, acaba aceitando e até gostando bastante da morte do personagem. Se o personagem principal morre na primeira temporada, os espectadores já podem se preparar para momentos ainda piores de lá pra frente. A cena foi essencial para estabelecer a tensão: qualquer personagem pode morrer a qualquer momento.

Hodor

 (HBO/Reprodução)

Nível de revolta: 1,5 de 6 

Foi outra morte que doeu no coração dos fãs – mas a história ao redor da cena fez o sofrimento valer a pena.

Se não fosse a morte de Hodor, não saberíamos quase nada sobre ele.

Seu verdadeiro nome é Wylis, e ele ficou ao lado da família Stark desde criança até sua morte. Em uma série em que os personagens estão sempre mudando de lado para se favorecer, Hodor é um dos poucos exemplos de pura lealdade. Ele dedica seus últimos anos de vida a cuidar e proteger Bran.

Hodor é morto por White Walkers. Durante o ataque, Bran viaja à infância de Hodor, quando ele ainda era conhecido como Wylis, e entra na mente do garoto. O trauma faz com que Wylis sofra uma convulsão enquanto ouve as palavras hold the door — segure a porta — gritadas ao Hodor do presente. Ele tentava impedir que os zumbis saíssem da caverna pela porta e alcançassem Bran e Meera. Ele consegue, mas custa sua vida.

É nesse episódio que conhecemos um pouco mais do passado de Hodor. Ele era uma criança normal até ouvir essas palavras. Ele começa a repeti-las enquanto sofre a convulsão, mas vai encurtando e juntando-as aos poucos. É assim the hold the door se torna Hodor. Ele viveu e morreu com um distúrbio mental para salvar Bran, e consequentemente toda a humanidade.

Lyanna Mormont

 (HBO/Reprodução)

Nível de revolta: 2 de 6 

De longe uma das personagens mais fortes de Game of Thrones. Ela se tornou Senhora da Ilha dos Ursos com apenas dez anos, após a morte de sua mãe, Maege Mormont. Sua primeira aparição foi na sexta temporada. Mesmo estando presente em somente algumas cenas por duas temporadas e meia, ela conseguiu conquistar a maioria (senão todos) dos fãs da série.

Com apenas 13 anos, ela morre protegendo o Norte. Mesmo sem precisar lutar na Batalha de Winterfell, ela faz questão de liderar seu exército em campo. Em um momento tenso da luta, ela avança contra um gigante zumbi, mas acaba sendo carregada por ele. Ele quebra seus ossos com um simples apertão. Antes de perder as forças, Lyanna ainda consegue enfiar uma adaga de vidro de dragão no olho do gigante, causando sua morte.

Lyanna mostrou ser uma líder inteligente, responsável e competente. Para efeito de comparação, ela pode ser descrita como o completo oposto de Joffrey, que também ocupou um cargo de liderança quando novo. Devido à força de sua personagem, sua morte gerou muita comoção, mas foi recheada de honra.

Dava para ter dado um pouco mais de tempo de tela a um personagem tão agradável? Talvez. Mas foi uma despedida com propósito, digna de uma mulher do Norte.

Rhaegon e Viserion

 (HBO/Reprodução)

Nível de revolta: 3 de 6 para Viserion
                            5 de 6 para Rhaegal

Beleza, eles mataram muita gente, mas vale lembrar que são uma espécie em extinção. E não qualquer espécie. São dragões. Qualquer sociedade atual faria o mínimo de esforço para preservar os três últimos espécimes do do maior animal do mundo.

Viserion foi o primeiro. Em uma viagem — desnecessária — ao norte da muralha para capturar um zumbi, Jon Snow e sua equipe acaba cercada por White Walkers. Daenerys vai ao resgate com seus três dragões — novamente, sem necessidade. Viserion é atingido por uma flechada do Rei da Noite e cai morto no chão.

Foi legal ver um dragão zumbi? Foi ótimo. A morte dele poderia ter sido menos fútil… Mas pelo menos foi uma bela surpresa.

Agora, a extremamente recente de Rhaegon, no quarto episódio da última temporada é uma perda longe de ser cicatrizada.

Ele morre de uma forma estúpida, fisicamente impossível (como tantas flechas atingem um alvo móvel sem estar a uma proximidade em que ele já conseguisse enxergá-los?), e sem uma despedida própria. Cadê, na cena, na tensão, na sonoplastia, as características que marcam uma perda desse tamanho? E a dor e o luto da mãe que perdeu dois dos três filhos (e tem responsabilidade na morte dos dois)?

Se Game of Thrones quer nos fazer sofrer… Bem, o melhor é construir esse sofrimento e dar tempo para ele ser sentido, não?

Com o fim da série cada vez mais próximo, o futuro de Drogon é incerto. Sua morte significaria o fim definitivo da espécie mais fascinante que já pisou em Westeros. O mínimo que podemos pedir de Daenerys é que cuide bem de seu último filho.

Shireen Baratheon

 (HBO/Reprodução)

Nível de revolta: 149.600.000.000.000 de 6

A morte mais revoltante, injusta e cruel é a da única filha de Stannis Baratheon. Ela teve três irmãos mais velhos, mas todos nasceram mortos. Quando pequena, ela pegou escamagris, uma doença considerada incurável. Seu pai se recusou a perder a única filha e chamou diversos curadores para tentar salvá-la. Deu certo, mas ela permanece com a marca ao lado esquerdo do rosto.

Shireen vive cercada de adultos. Todo mundo lida com ela com um pé atrás – escamagris é, afinal, uma doença quase folclórica de tão temida em Westeros. Sua aparência era considerada assustadora por muita gente – o que não torna a infância de ninguém mais fácil, não é mesmo?

É isso que nos leva a perguntar o que passava pela cabeça de Stannis enquanto queimava sua própria filha na fogueira. Melisandre sugere matar Shireen como forma de sacrifício ao Deus da Luz. Ela diz que é necessário mais sangue de uma linhagem real para que ele vença a batalha, sente no trono de ferro e cumpra seu destino.

Gente, mas o que afinal é uma linhagem real? Westeros troca de reis por meio de conquistas e de política – como qualquer cargo de autoridade no mundo. O sangue Baratheon não tem nada de especialmente real. Eles não passaram mais de uma geração no trono!

Ainda assim, Shireen grita pelos pais enquanto Melisandre coloca fogo na menina sem o mínimo de peso na consciência. O pai e mãe observam o corpo da filha ser consumido pelas chamas. Metade do exército abandona Stannis, horrorizados com a cena, o que faz com que ele seja facilmente derrotado pelos Bolton.

O sacrifício mais revoltante da série claramente não resultou em nada, já que Stannis é posteriormente morto por Brienne. Muito bem feito.

Mas Melisandre, ah, Melisandre… Por essa, ela merecia ter tido um fim bem mais sangrento. Uma morte ao melhor estilo… Game of Thrones.