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Caso Richthofen terá 2 filmes: um por Suzane e outro por Cravinhos

Os filmes serão exibidos em sessões de cinema alternadas e mostrarão os pontos de vista da mandante e de seu namorado, o assassino.

Por Maria Clara Rossini
Atualizado em 29 dez 2021, 09h44 - Publicado em 26 set 2019, 20h02

Em 2002, o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen chocou o país. As emissoras de TV até consideraram transmitir julgamento do caso ao vivo, tamanho foi o interesse da população no processo. Não é à toa. O crime foi cometido a mando da filha do casal, Suzane von Richthofen, por seu namorado, Daniel Cravinhos – com ajuda do irmão Cristian. Depois de quase 20 anos, a história vai voltar para a tela — mas, dessa vez, do cinema.

O mesmo acontecimento será contado em dois filmes diferentes: “A menina que matou os pais” conta a versão de Suzane, enquanto “O menino que matou meus pais” mostra o lado de Daniel. Os dois longas iniciam a história no momento em que eles se conhecem, em 1999, abordam o assassinato, em 2002, e terminam no julgamento dos namorados, em 2006 (se quiser relembrar o passo a passo do caso, a SUPER fez um resumão que você pode conferir aqui).

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(divulgação/Divulgação)

Os filmes serão lançados simultaneamente nos cinemas e exibidos em sessões alternadas. A proposta é que o espectador assista a um dos filmes, saia da sala de cinema, e entre na outra logo em seguida para acompanhar a segunda versão do caso. Cada um dos longas terá cerca de 70 ou 80 minutos.

“É a primeira vez no cinema mundial que vão fazer isso”, diz o roteirista Raphael Montes. “Os dois filmes trabalham muito com cenas espelho. São cenas em que de um lado tem a visão dela, e do outro lado tem a visão dele. É a mesma cena – só que diferente”.

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Inicialmente, não era essa a ideia. O diretor Maurício Eça pensou em fazer um filme sobre o caso e convidou a criminóloga Ilana Casoy para realizar roteiro. Ela acompanhou o julgamento de Suzane e Daniel em 2006 e escreveu dois livros sobre o caso: O Quinto Mandamento – Caso de Polícia e Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni.

Ilana Casoy, por sua vez, chamou o roteirista Raphael Montes para participar do projeto com ela. Originalmente, Maurício, o diretor, pretendia que o filme abordasse a situação após o crime, que o público já conhece bem pela cobertura jornalística. Para evitar o lugar comum, a dupla de roteiristas bolou uma outra maneira de contar a história, baseada nos depoimentos de Suzane e Daniel à justiça.

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(divulgação/Divulgação)

Só então surgiu a ideia de fazer um longa dois em um. “O caso todo mundo conhece, a questão é como você conta ele”, diz Montes. “A versão que ela contava e que ele contava eram bem diferentes”.

Segundo o roteirista, o intuito é abordar a psicologia por trás do crime. “Não existe uma justificativa, uma explicação, mas há pelo menos uma lógica, mesmo que deturpada, por trás de tudo”.

Os filmes estão previstos para estrear no primeiro semestre de 2020.

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