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Caso Richthofen terá 2 filmes: um protagonizado por Suzane, outro por Cravinhos

Os filmes serão exibidos em sessões de cinema alternadas e mostrarão os pontos de vista da mandante e de seu namorado, o assassino.

Por Maria Clara Rossini - 26 set 2019, 20h02

Em 2002, o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen chocou o país. As emissoras de TV até consideraram transmitir julgamento do caso ao vivo, tamanho foi o interesse da população no processo. Não é à toa. O crime foi cometido a mando da filha do casal, Suzane von Richthofen, por seu namorado, Daniel Cravinhos – com ajuda do irmão Cristian. Depois de quase 20 anos, a história vai voltar para a tela — mas, dessa vez, do cinema.

O mesmo acontecimento será contado em dois filmes diferentes: “A menina que matou os pais” conta a versão de Suzane, enquanto “O menino que matou meus pais” mostra o lado de Daniel. Os dois longas iniciam a história no momento em que eles se conhecem, em 1999, abordam o assassinato, em 2002, e terminam no julgamento dos namorados, em 2006 (se quiser relembrar o passo a passo do caso, a SUPER fez um resumão que você pode conferir aqui).

divulgação/Divulgação

Os filmes serão lançados simultaneamente nos cinemas e exibidos em sessões alternadas. A proposta é que o espectador assista a um dos filmes, saia da sala de cinema, e entre na outra logo em seguida para acompanhar a segunda versão do caso. Cada um dos longas terá cerca de 70 ou 80 minutos.

“É a primeira vez no cinema mundial que vão fazer isso”, diz o roteirista Raphael Montes. “Os dois filmes trabalham muito com cenas espelho. São cenas em que de um lado tem a visão dela, e do outro lado tem a visão dele. É a mesma cena – só que diferente”.

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Inicialmente, não era essa a ideia. O diretor Maurício Eça pensou em fazer um filme sobre o caso e convidou a criminóloga Ilana Casoy para realizar roteiro. Ela acompanhou o julgamento de Suzane e Daniel em 2006 e escreveu dois livros sobre o caso: O Quinto Mandamento – Caso de Polícia e Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni.

Ilana Casoy, por sua vez, chamou o roteirista Raphael Montes para participar do projeto com ela. Originalmente, Maurício, o diretor, pretendia que o filme abordasse a situação após o crime, que o público já conhece bem pela cobertura jornalística. Para evitar o lugar comum, a dupla de roteiristas bolou uma outra maneira de contar a história, baseada nos depoimentos de Suzane e Daniel à justiça.

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Só então surgiu a ideia de fazer um longa dois em um. “O caso todo mundo conhece, a questão é como você conta ele”, diz Montes. “A versão que ela contava e que ele contava eram bem diferentes”.

Segundo o roteirista, o intuito é abordar a psicologia por trás do crime. “Não existe uma justificativa, uma explicação, mas há pelo menos uma lógica, mesmo que deturpada, por trás de tudo”.

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Os filmes estão previstos para estrear no primeiro semestre de 2020.

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