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Casseta Popular e Planeta Diário

Casseta e Planeta um dia já foram duas turmas diferentes: uma que fazia uma revista desbocada e outra, um tablóide nonsense

Bruno Sassi

Muito antes de serem os reis das noites de terças-feiras na Rede Globo, os 7 marmanjos do Casseta & Planeta já levavam a vida no riso – e fazendo piadas bem mais sujas e pesadas. Nos anos 80, eles revolucionaram o humor no comando do jornal O Planeta Diário (feito por Hubert e Reinaldo, mais Cláudio Paiva, que saiu do grupo) e da revista Casseta Popular (produzida por Beto Silva, Bussunda, Claudio Manoel, Hélio de la Peña e Marcelo Madureira). Confira aqui algumas da histórias e dos melhores momentos que essas duas turmas – separadas e juntas – viveram ao longo das 80 edições do Planeta e das 53 da Casseta.

Blockbuster

O Planeta Diário começou em 1984, vendido de mão em mão na praia. Mas era tão bom e ousado que, um ano depois, a tiragem superou os 100 mil exemplares. Em janeiro de 1986, Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva apareceram nas páginas amarelas da revista Veja.

Puro escracho

A Casseta Popular nasceu como um fanzine na Faculdade de Engenharia da UFRJ em 1978,mas só virou uma revista de verdade 8 anos depois. Beto Silva, Hélio de La Peña, Marcelo Madureira, Claudio Manoel e Bussunda faziam um humor tão escrachado que logo ficaram amigos do trio do Planeta. E todos acabaram indo trabalhar na Globo.

Subo nesse palco

Além de jornal, revista e TV, os 7 ainda tinham tempo de viajar o Brasil fazendo shows para promover seus discos de (muito) humor e (pouca) música. Os caras tinham até uma loja, a Casseta Shopping Show, que vendia camisetas de sucesso.

Piada no xadrez

Certa vez, o Planeta causou indignação ao fazer uma apimentada “entrevista” com a Virgem Maria, com perguntas como: “O que um homem deve fazer para ser bom de manjedoura?” Foi aberta uma queixa-crime e o trio teve de ir à delegacia depor. “Mas no fim saímos sem ser fichados”, lembram eles.

Porta da fama

A estréia na TV foi num especial de fim de ano da Bandeirantes, em 1987: o Wandergleyson Show. Reinaldo e Hubert foram chamados para criar o programa e convidaram Marcelo Madureira para ajudá-los. Os humoristas não apareciam em cena. O protagonista era o ator Luiz Fernando Guimarães.

Cabo eleitoral

O maior momento da história da Casseta foi em 1988, quando lançou a candidatura do macaco Tião a prefeito. O bicho vivia no zoológico do Rio e seu primeiro comício reuniu 4500 pessoas. Como não havia urna eletrônica, muita gente votou de fato em Tião, que acabou em 3º, com 9,5% dos votos.

Barão da imprensa

Uma das grandes atrações do Planeta era o “dono” do jornal, o fictício Perry White. O cara virou autor de livro e até colunista da Folha de S. Paulo. Mas a DC Comics, dona dos direitos autorais das histórias do Superman, quis briga: afinal, Perry White é o nome do dono do jornal em que Clark Kent trabalha…