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Ciência e drama de boa qualidade

Chega às locadoras o filme sobre Richard Feynman, um dos gênios da Física do século XX.

João Luiz Guimarães

Richard Feynman (1918-1988) foi um gênio. Prêmio Nobel de Física em 1965, participou, quando ainda estudava na Universidade de Princeton, Estados Unidos, do grupo que entraria para a história com o Projeto Manhattan, que resultou na bomba atômica. Apesar do desfecho, a importância científica da pesquisa é inegável. Só isso já seria suficiente para animar qualquer um a ver o filme Infinity, que chega às locadoras – sem passar pelos cinemas brasileiros – este mês. Mas há mais. Enquanto se via às voltas com as pesquisas, o físico enfrentava um drama pessoal. Sua noiva era tuberculosa e havia sido desenganada pelos médicos. O lado humano torna a história melhor ainda.

Só falta nela o ótimo humor do cientista, que deixou saudade no Brasil, onde ele esteve várias vezes (veja entrevista abaixo). Além de fazer o papel principal, o ator Matthew Broderick dirige o filme. O roteiro é inspirado em dois livros de Feynman ainda não lançados aqui, Surely You’re Joking, Mr. Feynman e What do You Care About The People Think, Mr. Feynman.

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Admirador

De sua casa, em Nova York, o ator e diretor Matthew Broderick falou à SUPER.

Como e quando conheceu Feynman?

 

Matthew Broderick: Há quatro anos, quando li Surely You’re Joking, Mr. Feynman.

Você se interessa por ciência?

Não tenho formação científica, mas gosto de Astronomia, Física e Biologia.

Como vê a participação de Feynman no desenvolvimento da bomba atômica?

Sei que é polêmico o que vou dizer, mas antes de culpar alguém, precisamos analisar a questão com a mentalidade daquele momento histórico. Foi uma decisão difícil, mas tinha de ser tomada.

Bom amigo

O físico José Leite Lopes, 78 anos, falou à SUPER sobre sua amizade com Feynman.

Ele era mesmo genial?

 

Era. Além de inteligente, tinha uma grande imaginação. Suas contribuições à Física de Partículas foram inestimáveis.

Vocês eram íntimos?

Muito. Fui eu quem o convidou para vir ao Brasil, em 1951. Depois, nos vimos várias vezes na França e no México, onde estive “exilado”. E nos correspondemos até a morte dele.

Ele gostava do Brasil?

Demais. Aprendeu a falar o português em apenas um mês, adorava samba e chegou a desfilar no carnaval do Rio.