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Como os imigrantes são retratados nas séries de TV dos EUA

Os estrangeiros seguem sub-representados, segundo pesquisa divulgada nesta semana, que analisou cerca de 50 séries lançadas no último ano

Quantas séries americanas você acompanha? Quais delas possuem personagens interpretando imigrantes ou descendentes deles? São recorrentes?Eles têm sotaque? Representam a realidade do país?

Um levantamento divulgado nesta semana procura entender essas e outras questões sobre como são tratados os estrangeiros que moram nos EUA. A pesquisa foi feita em uma parceria do Norman Lean Center, um centro de pesquisa de mídia e sociedade da Universidade da Carolina do Sul, com a  ONG Define American.

Para realizar o estudo, foram analisados 143 episódios de 47 séries diferentes, lançados entre 2017 e 2018. Dentre as produções escolhidas estão Os Simpsons, The Good Place, The Big Bang Theory, Orange is The New Black, Grey`s Anatomy, Jane the Virgin, entre outras.

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Os resultados mostram que 11% dos personagens das séries americanas são imigrantes. O valor é próximo da realidade: 14% da população dos EUA é formada por estrangeiros atualmente.

No entanto, a representação ainda não é a ideal, com personagens com poucas linhas de diálogo, menos educação e associados à criminalidade, segundo as conclusões do estudo.

Confira abaixo os principais dados descobertos. As informações colhidas pelo estudo foram comparadas com a realidade demográfica dos imigrantes que vivem nos EUA.

Representatividade

 (Arte/Superinteressante)

Personagens estrangeiros por gênero

 

 (Arte/Superinteressante)

Representação por raça

 

 

 (Arte/Superinteressante)

Situação de imigração nas séries x na realidade dos EUA

 

 (Arte/Superinteressante)

Personagens com sotaques

 

 

 (Arte/Superinteressante)

Imigração e criminalidade

 (Arte/Superinteressante)

Nível de educação

 (Arte/Superinteressante)

Racismo nos EUA

Entender a representação dos imigrantes na produção cultural americana pode ajudar na compreensão que a população do país tem sobre eles. Em 2017, um grupo de especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que há uma tendência de aumento no racismo e na xenofobia no país de Donald Trump. Na época, manifestações xenofóbicas como as de Charlottesville, na Carolina do Sul, ganharam as manchetes do mundo.

Em janeiro de 2018, a ONU criticou também a postura do presidente – a agência de direitos humanos do órgão classificou seu discurso sobre imigrantes do Haiti e de El Salvador como preconceituoso.