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Mestre Iria: um dos maiores designers de infografia do planeta.

Há em nosso país o costume de chorar nos tempos ruins ¿ mas não o de gargalhar nos tempos bons.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h49 - Publicado em 31 Maio 2002, 22h00

Adriano Silva, Diretor de Redação

Não me tome como um sujeito cabotino. Tenho escrito com alguma freqüência sobre as várias alegrias que temos vivido na Super, é verdade. Mas não faço isso para me gabar. Faço-o por três motivos. Primeiro: temos tido, de fato, conquistas. Uma atrás da outra, recentemente. Coisa que não posso evitar – nem quero. Segundo: você, leitor, é nosso acionista majoritário. A Super é sua, muito mais do que minha. (Editores passam, assinantes ficam. Jornalistas são por tempo determinado, leitores são para sempre.) Portanto, faço questão de mantê-lo informado de tudo de relevante que acontece do lado de cá do balcão. (Às vezes um ou outro leitor me pergunta por que eu escrevo tanto sobre as pessoas que fazem a Super. Ora, porque as pessoas são tudo! Elas são o bem mais valioso que você, como acionista, e eu, como gestor da Super, temos.) E terceiro: acredito que as vitórias devem ser festejadas.

Há em nosso país o costume de chorar nos tempos ruins – mas não o de gargalhar nos tempos bons. Temos certa vergonha de nossas risadas, como se o bom mesmo fosse verter lágrimas. Eu acho que isso é um erro e é um vício. É preciso, sim, comemorar os êxitos. Celebrar nossos sorrisos.

Pois bem, a Super acaba de ser eleita a revista que melhor utiliza infográficos no mundo pela Universidade de Navarra, na Espanha, o grande centro internacional de infografia. Trata-se do Prêmio Malofiej, a maior premiação de infografia do planeta, em cuja comissão julgadora estão profissionais das melhores publicações do mundo, da revista Time à agência Reuters. A Super já havia ganho duas vezes a medalha de ouro no Malofiej, na categoria “Esportes”, com as reportagens infografadas “Golpes de Mestre”, de 1998, e “Montado na Fúria”, de 1999. E tínhamos ganho medalha de bronze na categoria “Ambiente”, com a reportagem “Derrame Negro”, de 2001. Mas nunca havíamos ganho o prêmio máximo, pelo conjunto da obra de infografia produzida ao longo de um ano. Vencemos concorrentes de 15 países. Entre eles, revistas como as americanas Newsweek e Condé Nest Traveler.

O grande responsável por essas conquistas é o editor de infografia da Super, Luiz Iria. Na Super desde 1995, Iria foi trazido por Eugênio Bucci, o segundo dos quatro diretores de redação que a revista já teve, que foi quem começou a implantar com mais força nestas páginas a linguagem da infografia. Desde então, Iria vem consolidando seu estilo preciso e sofisticado. Hoje, aos 34 anos, pai da adorável Naomi, de dois anos, Iria é reconhecido por seus pares no Brasil e no exterior como um dos melhores designers de infografia do mundo. Várias revistas de outros países – como a Muy Interessante, da Espanha, e a Focus, da Itália – republicam os trabalhos que ele produz na Super. Iria é, em si, uma daquelas raras e fundamentais áreas de excelência que há no país. Além de tudo isso, generoso, Iria tem ensinado sua arte a vários profissionais – ele tem discípulos em várias publicações brasileiras. Ave, Iria. Mestre Iria.

Mestre Iria: um dos maiores designers de infografia do planeta

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