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“O Livro do Travesseiro” e “Da Vincis do Povo”

Confira essas e outras dicas de cultura

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h52 - Publicado em 18 ago 2013, 22h00

Ana Prado, Karin Hueck

1. Assista e solte a voz
Rodriguez foi um roqueiro americano da década de 1970, uma espécie de Bob Dylan-latino-morador-de-rua, que gravou dois álbuns muito elogiados pela crítica – mas que acabaram fracasso total de público. Menos na África do Sul. Por lá, suas músicas estouraram: viraram hino não-oficial da luta contra o Apartheid. Rapidamente, criou-se um mistério ao redor do músico: quem era? De onde surgiu? Por onde andava? Ninguém sabia responder. Uma turma de repórteres e críticos musicais partiu então para descobrir seu paradeiro e confirmar a notícia que haviam recebido: a de que Rodriguez havia se matado de forma dramática durante um show ao vivo. Mais do que isso, não vamos contar para não estragar o filme, mas sua história inacreditável rendeu o ótimo documentário Searching for Sugerman, vencedor do Oscar da categoria em 2013. O filme é o grande destaque do In-Edit~Brasil, o Festival Internacional do Documentário Musical, que traz também outros 40 filmes, todos com foco em shows ou bandas.

In-Edit~Brasil 2013, de 3 a 12 de maio em São Paulo

2. Coloque-se no seu lugar
Para entender a pequenez do ser humano, entre aqui e veja as milhões de galáxias, estrelas e constelações que existem no Universo, numa simulação incrível. Ou então…

workshop.chromeexperiments.com/stars/

3. Coloque-se no seu lugar (2)
…Você pode entrar neste site e ver todas as 7 bilhões de pessoas do planeta enfileiradas. Nos dois casos, seus problemas não vão mais parecer tão grandes.

7billionworld.com

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4. Show chinês
As artes plásticas chinesas andam com tudo (como você pode ver na página 64). E agora você vai poder vê-las de perto. Cai Guo Qiang é um artista que ficou famoso no mundo inteiro em 2008, quando conduziu a pirotecnia das cerimônias da Olimpíada de Pequim. Mas ele faz muito mais do que fogos de artifício: a exposição que chega agora ao Brasil tem esculturas enormes (como uma instalação feita por aviões, helicópteros e submarinos suspensos por cabos de aço) e uma coleção de invenções bizarras feitas por camponeses chineses (daí o nome da exibição: Da Vincis do Povo). Ah, e para completar, alguns robôs vão pintar obras ao vivo, imitando quadros de Jackson Pollock e Damien Hirst. É o samba do crioulo chinês – e arte contemporânea de primeira. Vale a visita.

Da Vincis do Povo,
São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil e Museu dos Correios, de 20 de abril a 23 de junho
Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil e Correios, 21 de julho a 20 de setembro

5. Eles & Elas
O número de autores que enriqueceram escrevendo livros sobre as supostas diferenças entre os gêneros é enorme. Para suas leitoras, é reconfortante saber que seus namorados são tão ruins em consolá-las ou notar seu novo corte de cabelo porque o cérebro deles, tadinhos, é limitado em relação à atenção ou empatia. E os leitores descobrem que as mulheres são tão faladoras e sensíveis por causa de sua mente feminina. Mas para a psicóloga australiana Cordelia Fine, essa ideia só reforça estereótipos e preconceitos e descon-sidera um fator primor-dial: o que define quem somos não está escrito em uma fórmula gené-tica. Somos resultado de processos psicológicos que são moldados pela cultura e sociedade que nos cercam – e eles, assim como a mente humana, não são fixos.

Homens não são de Marte, mulheres não são de Vênus, Cordelia Fine, Editora Cultrix, 424 páginas, R$ 54

6. Fofoca imperial
Sei Shônagon era uma dama da corte da imperatriz Teishi no Japão por volta do ano 1000. Certo dia, Teishi ganhou uma boa quantidade de papéis (item de luxo na época) e não sabia como aproveitá-los. Shônagon ficou com eles e resolveu criar o que chamou de “travesseiros” – escritos sobre a vida cotidiana, reflexões e relatos que seriam escondidos para não serem lidos por ninguém. Mas as folhas acabaram descobertas. Hoje, o conjunto de cerca de 300 textos se tornou uma das principais obras literárias – e históricas – japonesas. Ali, ela fala sobre as coisas que a aborrecem (“perceber uma palavra inadequada” em cartas, por exemplo) e constrangem (como “ser obrigada a ouvir assuntos indiscretos” de outros, ou quando pais, encantados com “seus feios rebentos”, imitam suas vozes e trejeitos). É história, é literatura e é fofoca – tudo ao mesmo tempo.

O livro do travesseiro, Sei Shônagon, Editora 34, 616 páginas, R$ 78

7. Todos os tons
Este tumblr escolhe cenas de filmes favoritos e as destrincha de acordo com as cores. Assim, é possível entender as emoções e o clima que os diretores quiseram passar em cada uma.

moviesincolor.tumblr.com

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