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Órbita estrelada

Por isso ter na Super uma equipe afiada e afinada talvez seja a minha principal missão.

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2001, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h48
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Adriano Silva Diretor de Redação

Uma grande revista se faz com grandes talentos. Eis uma verdade essencial do jornalismo: as pessoas fazem toda a diferença. Essa verdade é pisoteada todo dia em várias redações do país. Mas isso não vem ao caso aqui. O fato é que no ramo de produzir conhecimento, gente é fundamental. Gente inspirada, motivada, brilhante. Gente que soma e faz acontecer. Por isso ter na Super uma equipe afiada e afinada talvez seja a minha principal missão. Seguida de perto, em importância, pelo desafio de criar na órbita da revista uma constelação de colaboradores de primeira linha.

Esta edição chega a você iluminada pelo brilho de dois desses colaboradores. A começar pela própria reportagem de capa, assinada pela jornalista Karen Gimenez, que traduz e condensa o pensamento do Dalai Lama. Karen explica, a partir da pág. 46, porque o Dalai interessa a cada vez mais pessoas no Ocidente. Para produzi-la, ela leu todos os livros do sumo monge tibetano publicados em português – mais de 20 volumes. (Eu já disse aqui, ecoando as palavras do meu amigo Helio Gurovitz, o arguto diretor de redação da revista Negócios Exame: bom jornalismo dá trabalho.) A matéria representou um desafio extra para Karen, estudiosa e praticante do budismo. “Escrever sobre um tema que me é caro e sobre o qual eu tenho uma opinião bem definida é muito mais difícil do que escrever sobre um assunto qualquer. A jornalista teve que domar a adepta”, diz.

Outro colaborador que trouxe luz a essa edição é Dagomir Marquezi, editor sênior da revista Playboy. Dagô, como é conhecido entre os amigos (e ele é um daqueles sujeitos especiais que só tem amigos), realizou o sonho secreto de todos nós: subiu no palco como músico de uma banda profissional, o Jota Quest, num show para mais de 8 000 pessoas. Disfarçado de saxofonista, ele experimentou toda a adrenalina da ribalta. Uma miríade de sensações que só os pop stars conhecem. Dagô conta como é estar lá em cima a partir da pág. 55.

A escolha de Dagô para essa matéria teve o mesmo critério da escolha de Karen para a reportagem de capa: ele não é um novato no tema que investigou. Ao contrário. Dagô é um baterista branco com alma de preto: adora Red Hot Chilli Peppers e, certa vez, assistiu a todos os shows de uma temporada brasileira de James Brown. Haja suíngue!

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(Ah, sim. Naquela oportunidade, não subiu ao palco.)

adriano.silva@abril.com.br

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