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Por que artistas vendem mais depois de morrer?

É um efeito psicológico, que nos faz querer ficar próximos do ídolo. Mas tem também uma forcinha da imprensa

Por Lais Montagnana 24 out 2011, 22h00 | Atualizado em 23 out 2020, 10h39
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Em 23 de julho de 2011, quando a morte de Amy Winehouse foi anunciada, a venda de CDs da cantora inglesa cresceu 37 vezes. Em 2009, quando o mundo parou para acompanhar o funeral de Michael Jackson, foi a mesma coisa. Ele vendeu 4 milhões de álbuns em um mês. E o sucesso não é efêmero na morte. Em 2010, Elvis Presley, morto há 34 anos, liderou a lista da revista americana Forbes de celebridades que mais lucraram após o falecimento. Amy, Michael, Elvis e tantos outros que morreram repentinamente eram famosos em vida. Mas o que motivou o aumento de fãs póstumos?

“É uma forma de manter vivo o ídolo”, diz Simone Domingues, psicóloga da Unicsul, em São Paulo. Além disso, o sentimento da perda contagia os que nem eram fãs e as repetitivas notícias sobre a celebridade aumentam o efeito, causando envolvimento geral. “A imprensa apimenta a curiosidade do ser humano”, afirma Cristiane Decat, doutoranda em psicologia da saúde pela UnB.

E a fortuna do ídolo segue crescendo. Michael Jackson, por exemplo, já rendeu mais de R$ 424 milhões desde que morreu. Amy segue o mesmo caminho. Ela vendeu 13 milhões de álbuns em 8 anos de carreira. E 1 milhão nas primeiras 2 semanas desde sua morte.

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