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Mongólia, Espanha, Rússia, Brasil, Tuvalu... Entenda o que realmente significa o nome de cada país.

Texto: Ana Carolina Leonardi | Design: Carol Malavolta | Ilustrações: Leonardo Yorka

Um monte de gente sabe que Venezuela significa “pequena Veneza”, e Japão, “Terra do Sol Nascente”.  Mas e México, Egito, Nigéria? Todo nome de país vem de algo palpável. Tipo: Niger, o país africano, vem do Rio Niger, que cruza a Guiné, o Mali, o Niger e a Nigéria.

Mas e o nome do rio, vem de onde, então? Opa: da palavra ger-n-ger, um termo antigo que significa “rio dos rios”. Então Niger é “rio dos rios”, e Nigéria, “terra do rio dos rios”. Ufa. E claro:  o sufixo “ia”, de Nigéria, Rússia, Áustria, que vem do latim, significa “terra” – igual o germânico “land” (“solo”), e que virou “lândia” em português. Também tem o  o persa “istão”. Significa “assentamento” – e, olha só, vem da mesma raiz que deu origem aos verbos stare, em latim, e stand, em inglês.

Alguns países chamam só o equivalente a “nossa terra”. Outros, algo como “o lugar dos que sabem falar” (caso de Arábia ou Eslováquia). Ou seja: refletem a infância da civilização, quando era possível imaginar que quem  falava línguas estranhas estava só balbuciando.

É isso. Agora role a tela e descubra muito mais. Boa viagem.     

Europa

Albania = Montanhas

A parte “Alb” do nome tem raízes no protoindoeuropeu, a língua que deu origem à maior parte dos idiomas ocidentais. Quer dizer “montes”, ou “montanhas”. Do mesmo termo, inclusive, deriva a palavra “Alpes”.

Alemanha = Nossa Terra

Deutschland, o nome do país para os alemães, vem do alemão arcaico diutisciu (da gente) adicionado ao sufixo land (terra).

Andorra = Terra dos Arbustos

Do dialeto navarro-aragonês, andurrial é “terra dos arbustos”. Também pode vir do termo árabe al-durra, “a floresta”.

Áustria = Reino do Leste

O império de Carlos Magno (742 – 814) estabeleceu postos militares para evitar invasões do povo eusário conhecido como “Ávaros”. Um dos postos se chamava, justamente, Ostmark, “marca do leste”. A região do posto, portanto, passou a ser o “reino do leste”, Ost Reich, mesmo significado da grafia atual, Österreich. Os povos de língua latina passaram a transcrever o som de Österreich como Austriaca, por pura semelhança sonora. Mais tarde, o nome acabou abreviado para Áustria. Ou seja: o nome do país não tem nada a ver com o termo “austral” (sinônimo de “do sul”). Esse é o caso da Áustrália – estrela da última seção aqui do nosso atlas.

Bélgica = Bélica

O império romano teve uma província na região chamada Gallia Belgica, onde vivia um povo conhecido como Belgae, constantemente em conflito com as populações vizinhas. A própria palavra vem do proto-indoeuropeu bhelgh-, “inchar”. Dessa raíz derivou o protocelta *belg-, “inflar de raiva” e o inglês arcaico belgan, “estar com raiva”. A palavra “bélica”, que usamos aqui, é latina e tem outra origem, mas cai bem para esse país de etimologia esquentadinha.

Bielorrúsia =  Rússia Branca

A raíz bel, de Belarus, ou Bielorrúsia, quer dizer “branco”. O motivo da “brancura” do país não é bem estabelecido – já foi associado aos cabelos ou às vestimentas claras de seus habitantes eslavos. Outro sentido já proposto seria branco como limpo, livre ou não conquistado. Essa teoria diz que, durante a invasão do Império Mongol em todo o território do estado de Rus’ (ver Rússia), a terra de Belarus jamais foi subjugada. Nesse contexto, as regiões seriam chamadas ou de “Rus’ taxada”, dominada pelos mongóis, ou de “Rus’ branca”, ou seja, livre.

Bósnia e Herzegovina = Rio e Terra do Duque    

Bósnia vem do rio Bosna, que quer dizer “água corrente”. Em alemão, “duque” é Herzog. Óvina é “terra” na língua servo-croata. Porque o país tem esse nome composto? É que, no século 15, o príncipe Stjepan Vukčić Kosača, não reconheceu o rei Tomas da Bósnia, e autoproclamou seu território como um ducado independente. Não adiantou muito: pouco tempo depois, tanto Stjepan quanto Tomas tiveram as terras dominadas pelo Império Otomano. Fuén. Mas o nome ficou.

Bulgária = Agitadores

Vem da tribo dos bulgars (ou protobúlgaros), e a raiz seria o termo bulğha, que significa “misturar” ou “agitar”. A dúvida dos pesquisadores é se ela significa “miscigenar”, dando o sentido de “povo mestiço”, ou então de “agitação, perturbação”, fazendo dos bulgars o “povo desordeiro”.

Croácia = Família das Lagoas

O nome original é Hrvatska. Ska é algo como “família”. Sobre o Hrvat , a origem é polêmica. Alguns pesquisadores defendem que vem do iraniano Harahvait, que quer dizer “aquele que se derrama em lagoas”. No século 19, linguistas defendiam uma conexão com o termo protogermânico hruvat (“chifre”), com o sentido de “guerreiros de armaduras pontudas”. Aqui, ficamos com o “lagoas” mesmo.

Dinamarca = Floresta Plana

Vem da raiz, den, termo proto-indoeuropeu para “terra plana”, somada a mǫrk, que significa algo como “floresta fronteiriça”. Na mitologia dinamarquesa, o nome vem do rei lendário Dan, cuja história é contada nos poemas escandinavos medievais. Mas é provável que a história tenha surgido porque o país já chamava algo como denmǫrk, e que evoluiria para a forma moderna: Danmark.    

Escócia = Terra da Multidão           

Vem de scoti, o termo latino usado pelos romanos para designar o povo gaélico que invadia as terras britânicas sob o domínio de Roma. É possível que o termo tenha derivado sgaothaich – “horda” ou “multidão” em gaélico.

Eslováquia = Terra Dos Que Falam 

Vem dos eslavos (slavs). E slav vem de slovo, que quer dizer, veja só, “palavra”. Os eslavos, então, eram “o povo que falava” – mais especificamente, que falava a mesma língua. O termo antigo usado para “estrangeiro” está no mesmo contexto: němci, literalmente “os mudos”, ou “que murmuram”. De slovo, aliás, deriva slava, que quer dizer fama ou glória. Alguém famoso, afinal, é alguém sobre o qual as pessoas falam.

Eslovênia = Terra Dos Que Falam  

Também vem dos eslavos (ver Eslováquia)

Espanha = Terra dos Coelhos

A interpretação mais tradicional é que Hispania seja um termo cunhado pelos fenícios, vindo de I-saphan-im, “costa dos coelhos”. Outra possibilidade é que tenha simplesmente derivado da palavra sphan (“norte” no idioma fenício). Faz sentido, já que a Espanha ficava ao norte da antiga cidade de Cartago (que antes de ser destruída pelos romanos ficava na atual Tunísia). E Cartago era uma fenícia.

Estonia = Terra do Leste

É a terra (ia) do Eest, termo proto-germânico para “leste”, já que os estonianos viviam à leste das terras alemãs. O nome que o povo da Estônia dá a si mesmo é Maarahvas, “gente do solo”.

Finlândia = Terra

É a “terra dos finns”, mas a origem de finn é difícil de cravar. Uma hipótese é que o nome do povo tenha a ver com fennia, termo germânico para “terra de pântanos”. O finlandês, porém, não é uma língua germânica – nem do proto-indoeuropeu o idioma veio. Na língua local, que é por si só um fóssil etimológico, o lugar conhecido como Finlândia chama Süomi. E esse termo pode ter relação com o protobáltico źemē, ou “terra”.

França = Terra dos Ferozes 

Vem dos francos, o povo germânico que tomou o território das mãos dos romanos no século 5, com a queda Império. Significa “ferocidade” ou “coragem”. Depois que eles conquistaram a região, “franco” ganhou também o sentido de homem livre, em oposição aos servos ou escravos.

Grécia = Filhos de Heleno  

Os romanos chamavam a região de Graecia, graças ao povo que vivia no noroeste grego, os Graikoi – possivelmente um grupo que se considerava descendente de Greacus, filho de Zeus na mitologia. Em grego, o país tem outro nome. Chama-se Hellas, a “terra dos descendentes de Heleno” – outro personagem da mitologia grega (ou helênica, como queira).

Holanda = Terra da Madeira          

Holt = madeira, land = terra. Já Nederlanden, o nome oficial do país, quer dizer “terras baixas” – ou “países baixos” mesmo, como todo mundo aprendeu.

Hungria = Dez Flechas

Vem de Ungri, a versão latina de On-Ogur, nome de uma aliança tribal que significa “dez flechas”, nome simbólico para as dez tribos que teriam se unido. Já os húngaros chamam seu país de Madgyar-Orzag, Nação dos Magiares – a etnia dominante por lá.

Inglaterra = Canal Estreito 

Os anglos, que dominaram a Grã-Bretanha junto com os saxões dão o nome ao país principal do Reino Unido (Engle+land = England). O nome possivelmente se originou na terra de onde os anglos migraram, a Anglia, atual território da fronteira da Alemanha com a Dinamarca. A raiz da palavra seria angh, estreito, por conta dos canais de água ao redor da península da Anglia. Por coincidência, a terra que os anglos adotaram também é separada do continente por um canal estreito de água (o Canal da Mancha, claro).

 Irlanda = Terra da Fartura 

Eireland, Terra de Eire, vem de Ériu, deusa da fertilidade e fartura dos celtas. O nome dela é derivado do termo protoindoeuropeu para “gorda” – no sentido de “abundância”. Mas pode chamar de “gordolândia” se sua criança interior insistir.

 Islândia = Terra do gelo      

Da raíz íss, que quer dizer gelo – e que tem um ancestral linguístico comum com ice, do inglês contemporâneo. De acordo com as lendas nórdicas, a ilha foi descoberta por um viking do século 8 chamado Naddod (só Naddod mesmo, sem sobrenome), que teria trombado por acidente ali, e que batizou o lugar de Snæland (Terra da Neve). Mas a colonização só começaria no século seguinte, com o viking Hrafna-Flóki Vilgerðarson, que teria se maravilhado com o lugar a over a Islândia ficar verdinha no verão. A história é dramatizada na série Vikings, do History Channel.

Itália = Terra dos Bezerros 

A Itália como estado unificado foi fundada em 1861, mas o nome já era usada para partes da península desde o século 5 a.C. A teoria mais aceita é que o nome derive da expressão víteliú – “Terra dos Bezerros” em oscano, um idioma ancestral da península – a palavra “vitela”, você sabe, segue viva com o significado de “carne de bezerro”.

Kosovo = Campo dos Pássaros

Vem do sérvio kosovo polje, que quer dizer “campo dos melros”. Melros são pássaros pretos comuns na região – em inglês, são chamados de “blackbirds”, sendo, portanto, a espécie que dá nome à canção Blackbird, dos Beatles.

Letônia = Rio 

A raíz let ou liet é associada a rios da região báltica (ver Lituânia)

Liechtenstein = Pedra brilhante

Do alemão stein = pedra, licht = luz.

Lituânia = Rio           

Pode ter vindo do rio Lietava, do termo lituano lieti, derramar.

Luxemburgo = Pequena Fortaleza

Vem de Lucilin (pequeno) + burugh (castelo).

Macedônia = Terra das Pessoas Altas

O nome vem do grego makos, similar à makro (grande), que quer dizer “longo”. Era uma referência à grande estatura dos macedônios (literalmente, povo alto).

Malta = Mel

Há duas origens possíveis, ou do grego meli, “mel” e melitta, “abelha”, ou do fenício maleth, refúgio.

Moldávia = Rio de Lama       

Vem do rio Molda, cuja origem seria mulda, poeira ou lama.

Mônaco = Templo Único      

Vem de Monoikos: “templo de um só deus”, em grego.

 Montenegro = Monte Negro

Os venezianos teriam batizado a região como “montanha escura” por conta das árvores de madeira escura que revestem o monte Lovćen, perto do Mar Adriático.

 Noruega = Caminho do Norte         

Dos termos nórdicos norðr e vegr, “o caminho do norte”.

País de Gales  = País dos Compatriotas

Vem de Waelas, “estrangeiros” para os saxões, povo germânico que, junto com os anglos, dominaram a Grã-Bretanha a partir do século 5. Mas esse é o nome que os invasores deram. Os próprios galeses, que já estavam lá antes e têm raízes celtas, se chamavam de Cymry, “compatriotas”.

Polônia = Campo

Os poloneses chamam a si memos de pols, e ao seu país, de Polska – “família dos pols”. O nome vem da tribo do protoeslavo pole – “campo” ou “planície”.

Portugal = Porto-Porto

Vem da junção de Portus Cale. Portus era latim para porto. E Cale era um povoado no norte de Portugal onde fica hoje a Vila Nova de Gaia (vizinha da cidade do Porto). O nome parece vir dos celtas – talvez de uma das divindades deles, Cailleach – mas que, no dia a dia, era sinônimo de abrigo, ancoradouro ou… porto. Ironicamente, isso faz com que a palavra Portugal signifique “porto-porto”.

República Tcheca = República do Čech

A mitologia do povo tcheco diz que Čech foi o líder que levou seu povo a migrar para a região da Boemia na Europa central – mas o significado original do nome é desconhecido hoje.

Romênia = Romanolândia   

O povo romeno viria da assimilação do povo dácio e trácio pelos romanos – motivo pelo qual eles derivam seu nome de “romanos”.

Rússia = Remadores

Vem do povo Rus’, que chegou a comandar um território que ia do Mar Branco ao Mar Negro, até ser desmantelado pelos mongóis no século 13. Os bizantinos chamam a região de Rossiya, terra dos Rus’. Os antepassados dos Rus’ eram escandinavos que viajaram para o sul, e seu nome vem da raiz nórdica antiga rods, “remo” ou “remadores”. Gradualmente, os nórdicos de Rus’ assimilaram a população eslava local.

Na época da União Soviética, porém, as origens nórdicas da Rússia eram vistas com maus olhos. Nessa época, os acadêmicos soviéticos criaram pseudoetimologias alternativas, chamadas de “Anti-Normanistas”. Daí nasce a lenda de que Rússia quer dizer “ruivo” – é uma tentativa de atribuir a origem do nome aos eslavos, que chamam os ruivos de “ryzhiy”. A maior ironia? Os únicos ruivos da região eram os descendentes dos escandinavos.

Sérvia = Terra dos Homens

A tese mais aceita é que seja a junção de ser (“homem”) com bi, um sufixo de plural.

Suécia = Reino da Família   

O nome em sueco é Sverige. Rige quer dizer reino, e Svear é o nome do povo, cuja raíz proto-indoeuropeia é suo ou swe, “os parentes de alguém” – ou seja, família.

Suíça = Queimadas  

A Suíça já foi a Confederação Suíça de estados independentes conhecidos como cantões. Um dos principais cantões era Schwyz, de onde deriva Schweiz, como os suíços chamam o país. A raíz de Schwyz vem do alemão arcaico suedan ou do celta sveit. Ambos querem dizer “queimar”, uma referência à prática dos primeiros habitantes de tocar fogo aos bosques para abrir espaço para vilarejos e campos de cultivo.

Ucrânia = Fronteira 

Por muito tempo, foi conhecida como Malo Rossiya, ou Rússia Pequena. Mas Ucrânia, em si, vem de krai, que quer dizer “terras próximas à fronteira”.

América do Norte, América Central e Caribe

América do Norte

Alasca = Grandelândia

Não é país, claro, mas entra como bônus aqui, já que é bem grandinho no mapa-múndi. Alasca vem de Alakchak, nome usado pelos nativos para chamar a gigantesca península – que quer dizer, sem grande criatividade, Terra Grande. Os russos é que espalharam o nome, primeiro adaptado para Aliaska.

Canadá= Aldeia

Num clássico mal-entendido da colonização, a história de origem tida como oficial é de que o explorador francês Jacques Cartier, pedindo indicação de direções aos nativos, ouviu que deveria seguir até kanata – que nada mais quer dizer do que vilarejo, ou conjunto de cabanas. Era o século 16, e o povoado em questão ficava na atual cidade do Québec, mas era só mais um assentamento – Cartier é que passou a chamar assim o território todo. 330 anos depois, o país adotou oficialmente o título derivado de kanata.

Estados Unidos = Confederação de Américo Vespúcio

Os EUA, no início, eram isso mesmo: estados vizinhos que, cada um com a sua identidade e interesses, se juntaram para declarar independência da Inglaterra. Por estarem no continente americano, adotaram a homenagem a Vespúcio. E aí cresceram e se multiplicaram: em 1776, na independência, eram 13 estados. Hoje, você sabe, são 50 unidade federativas.

Groenlândia = Verdelândia

A tradição nórdica atribui o batismo da maior ilha do mundo a Erik Thorvaldsson, um explorador viking do século 10 que teria sido exilado da Islândia por assassinato. Erik decidiu explorar as terras geladas e distantes, até encontrar uma região desabitada e cheia de bosques – no extremo sul da ilha que Trump hoje quer comprar – , que batizou de Terra Verde, para onde teria atraído cerca de mil colonos. A ideia de que o nome foi uma “jogada de marketing” do viking, já que as terras glaciais de lá não são tão verdes assim, é lenda urbana. O sul da Groenlândia tem uma vegetação bem verdinha no verão. E, sim, a Groenlândia não é exatamente um país, mas uma região autônoma, com governo próprio, que pertence à Dinamarca. Nota: regiões que fazem parte de outros países não entram neste atlas – tratamos a Groenlândia como exceção, porque, tal como o Alasca (que nem autônomo é) ocupa uma área gloriosamente grande no mapa – ainda que haja muita distorção aí, como você pode ver aqui.

México = Umbigo da Lua

A origem é incerta. Mas pode vir da junção das palavras astecas mētztli (Lua) e xīctli (umbigo, no sentido de “centro”). O “Lua” viria do apelido do lago Texcoco – “Lago da Lua” para os nativios. O centro do tal lago, que não existe mais, era a cidade de Tenochtitlán, a ilha lacustre que fazia o papel de capital dos astecas. 

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Antígua e Barbuda = Figueira e Nossa Senhora

Cristóvão Colombo batizou Antígua em homenagem a uma igreja de Sevilla que cultua Nuestra Senhora de la Antígua. A origem do título seria o fato de que Maria mãe de Jesus cumpriu as profecias do Antigo Testamento. Em todo caso, Virgem Maria de La Antígua é a padroeira do Panamá. E Barburda é uma figueira – a Ficus barbata.

Bahamas = Maré baixa

Vem de baja mar. “Maré baixa” em espanhol.

Barbados = Figueira

Olha a Figus barbata aí de novo. O nome do país não tem nada a ver com barba de gente, e sim com a aparência do tronco dessa espécie de figueira, vista por lá pelos conquistadores.

Belize = Águas Barrentas

Vem do nome do rio Belize, que corta a região, e foi documentado em 1677 como Rio Balis – a origem seria a palavra Balix, que no dialeto maia, significa “águas cobertas de lodo”.

Bermudas = Bermudelândia

Terra de Juan Bermúdez, navegador espanhol cuja grande realização na vida foi achar o arquipélago de 150 ilhas em 1522.

(Ilhas) Cayman = Ilhas Crocodilo

O explorador e pirata Frances Drake decidiu chamar as ilhas de “cayman” em 1586. A palavra significa “crocodilo” em taino, o idioma nativo.

Costa Rica = Costa Rica

Sim, o nome é auto-explicativo, mas tem duas origens possíveis, ambas com cara de mito. A primeira é que Colombo, descobridor da região, teria se impressionado com os adornos que os nativos usavam. A segunda remete ao sonho dos exploradores espanhois, já instalados no Panamá, de encontrar na costa do Atlântico incríveis minas de ouro. Elas tinham até nome lendário: El Tisingal, que ficaria justamente na região onde hoje é a Costa Rica, mas ninguém nunca encontrou as tais minas.

Cuba = Lugar Central

Ou vem de cubanacan, que quer dizer “lugar central” no idoma taino, ou de ciba – “gruta”, na língua siboney.

Dominica = Domingueira

Simples. É que a ilha foi descoberta por Cristóvão Colombo em um domingo (3 de novembro) de 1493.

El Salvador = Jesus Cristo

Chamada pelos nativos de Cuzcatlán (“Cidade de riquezas”), a colônia espanhola foi batizada de “Provincia De Nuestro Señor Jesus Cristo, El Salvador Del Mundo”. Mais tarde, abreviaram.

Granada = Granada Americana Trata-se de uma homenagem à cidade de Granada, na Andaluzia. Os espanhóis acharam as montanhas verdes parecidas. Granada na Espanha significa terra de romãs, mas o batismo da ilha não tem nada a ver com romãs, logicamente.

Guatemala = Montão de Árvores

Vem do termo quauhtemallan, de origem asteca, que já designava a região antes da chegada dos espanhóis, e quer dizer “lugar repleto de árvores”.

Haiti = Terra Montanhosa

Haiti vem do nome aruaque ayti, que quer dizer “Terra montanhosa”, e era o título dado aos nativos para toda a ilha que hoje se divide em Haiti e República Dominicana.

Honduras = Profundezas

Honduras quer dizer “funduras”, em espanhol – águas profundas que os marinheiros procuravam para se aproximar ao máximo da costa sem encalhar.

Jamaica = Manancial

Vem de xaymaca, que em aruaque quer dizer terra de bosques e agua, ou terra dos mananciais.

Nicarágua = Lago do Cacique

A tribo nativa da região ficou conhecida como Nicarao – possivelmente graças ao cacique da tribo, que tinha o mesmo nome, e liderava o povo quando o explorador espanhol Gonzálvez Dávila conheceu a região. A parte “Água” do nome vem do língua espanhola, mesmo: os nicaraos viviam perto de um grande lago (hoje, Lago Nicarágua, a “água dos nicaraos”).

Panamá = Longe, Bem Longe

Foi o nome da primeira cidade espanhola fundada no Pacífico. A teoria mais aceita pelos linguistas panamenhos é de que o nome seja uma corruptela do termo bannaba, que no idioma do povo Kuna quer dizer “muito distante”. Uma lenda bem humorada diz que quando os exploradores espanhois vinham perguntar onde é que ficavam as minas de ouro, os nativos respondiam “bannaba, bannaba…”

Porto Rico = Porto Rico

Originalmente, Ilha de São João Batista. Teve a capital portuária chamada de porto rico na esperança que tivesse riquezas minerais (vide Costa Rica).

República Dominicana = República da Ordem dos Dominicanos

Durante a colonização (primeiro espanhola, depois francesa) da ilha que o país divide com o Haiti, a maior cidade do lugar era Santo Domingo, em homenagem ao santo patrono dos dominicanos, os evangelizadores que fizeram a mesma função lá que os jesuítas no Brasil. Quando o território insular se separou em dois países, a porção oriental, de maioria católica, adotou o nome da capital, se tornando a República Dominicana.

Trinidad e Tobago = Santíssima Trindade e Tabaco

Como a maioria dos nomes dados por Colombo, Trinidad é uma ilha batizada com nome religioso: a Santíssima Trindade, entre Deus, Jesus e o Espírito Santo. Sua ilha irmã, Tobago, tem um nome mais curioso. Vem da madeira de tabaga, que era usava pra fazer cachimbo, onde, veja só, fuma-se tabaco – e o nome da madeira deu origem ao da planta fumável. Nota: no idioma nativo, o vegetal com nicotina era chamado de cohiba – daí o nome daquela marca famosa de charutos cubano.

América do Sul

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(Leonardo Yorka/Superinteressante)

Argentina = Terra do Prata 

Argentina é adjetivo. A palavra vem do latim Argentum (prata). Mas a ideia nunca foi chamar o país inteiro de Terra da Prata – a história começa com o rio principal que cruza o país. Ali, os exploradores europeus sonhavam em encontrar minerais preciosos, e ele acabou batizado de Rio da Prata. A palavra argentino foi usada pela primeira vez para descrever as pessoas que viviam perto do rio. O primeiro nome oficial da Argentina foi “Províncias Unidas do Rio da Prata” – e, hoje, em República Argentina, o termo principal ainda é adjetivo: “República do Prata”.

Bolívia = República (mais ou menos) de Simón Bolívar

O fundador do país, General Antonio José de Sucre, queria pedir a independência da região, mas não queria ofender o revolucionário Simón Bolívar, que era contra a fragmentação dos territórios sul-americanos. Propôs então que a nova região independente ganhasse o nome dele: “República Bolívar”. O apelo para o ego deu certo e ganhou o apelo de Bolívar – mas poucos meses depois da independência da região, ele mudou de ideia e pediu que o novo país não tivesse exatamente o seu nome (ele, afinal, era a figura política mais importante de todos os outros países da costa). Nascia a Bolívia.

Brasil = Vermelho-fogo

A hipótese mais aceita é de que o batismo tenha, sim, a ver com o pau-brasil. Tinturas vermelhas produzidas a partir de árvores já eram bastante comuns ao redor do mundo. O termo “brasil”, portanto, já existia nesse contexto, vindo do francês brésil – usado para tinturas vermelhas com cor de brasa (que por sua vez vêm do latim brasile). Em última instância, todos os termos designam pigmentos.

Chile = Limite do Mundo

Há pelo menos 3 hipóteses para a origem do nome: um pássaro da região, chamado de Trile pelos aborígenes mapuches; o nome de um cacique que dominava a região antes dos incas; por último, o termo tili ou chili, que os índio aimarás usaram para batizar o Vale do Aconcágua, e quer dizer “lugar onde a terra termina”, uma espécie de fim do mundo. Fato é que na sua primeira viagem ao sul do Peru, o explorador Diego de Almagro conheceu homens que se descreviam como “os homens de Chile”, e o nome pegou.

Colômbia = Terra de Colombo

Bolívar ataca novamente: quando o Libertador fundou um país que contemplava a área dos atuais Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá, quis reparar uma injustiça histórica. Ele não achava nada legal que o continente tivesse sido batizado em homenagem a Vespúcio, e não a Colombo. Fez a sua parte chamando o país de Grande Colômbia. Quando Venezuela e Equador se separaram do território conjunto, o país que restou foi chamado de República de Nova Granada (nome da colônia espanhola ali fundada anos antes), mas o nome proposto por Bolívar foi retomado em 1886.

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Equador = Equalizador

Sim, o nome vem da Linha do Equador – que tem esse nome por “equalizar” o mundo, dividindo-o em duas partes iguais. Mas porque só o Equador tem esse nome se a linha cruza uma boa dúzia de territórios? Bom, a academia de Paris enviou a Quito, então uma colônia espanhola, um grupo de cientistas que queria medir o arco meridiano terrestre. Era a única cidade da época, cruzada pela linha, que realmente tinha contato civilizado com a Europa. Dessa aventura científica, a região herdou o nome de “Terras do Equador”.

Guiana e Guiana Francesa = Terra Rodeada de Água

Os inúmeros rios, riachos e o litoral da região facilitam essa: as Guianas foram batizadas com o termo usado pelos nativos para designar terras rodeadas por água. Até pouco tempo atrás, vale lembrar, o Suriname também era uma Guiana, a Holandesa (vide Suriname).

Venezuela = Pequena Veneza

Quando Alonso de Ojeda passou pela Venezuela em 1499, lembrou da cidade italiana por causa das casas onde vivam os indígenas, que ficavam na beira da água – ou, em alguns casos, no meio do rio, erguidas em palafitas – formando uma espécie de cidade alagada similar à europeia.

Paraguai = Rio dos Marinheiros

O nome do país é, simplesmente, o nome do Rio Paraguai. Já para a origem do termo Paraguai, duas teorias principais existem: a primeira, de que é um ligação direta com um termo do idioma guarani. paraguá, que quer dizer marinheiro, somado a “i” ou “u”, água ou rio. A segunda aposta que seria uma corruptela de payaguá, nome de uma das tribos que viviam na região. Nesse caso, o significado seria “pessoas nascidas ao redor do Rio”.

Peru = Birúlândia

No ano 1515, exploradores espanhóis ainda não conheciam o sul da América Latina. Alguns dos exploradores pioneiros que foram ao Sul do Panamá voltaram contanto histórias de um grande cacique chamado Berú, ou Birú. A teoria mais aceita é que a corruptela desse termo deu origem ao nome Peru – mas todos os documentos deixam claro que esse não era o nome que os próprios nativos davam à terra, e sim um apelido adotado pelos colonizadores.

Suriname = Terra dos Surinen

A antiga Guiana Holandesa só ganhou o nome atual em 1975, depois de conquistar a independência da Holanda. O novo título homenageia a tribo mais antiga a habitar a molhada região, o povo surinen. O significado original de surinen, porém, foi perdido.

Uruguai = Rio dos Caracóis

O ípsilon de Uruguay é igual o do Paraguay: quer dizer “rio”, em guarani. Já o resto do nome é disputado: uruguá quer dizer caracol, mas uru é um pássaro bonito e comum na região, e gua quer dizer algo como habitat, por isso a tradução “Rio dos Pássaros” às vezes é preferida a “Rio dos Caracóis”. A polêmica continua.

África

África do Sul = Terra Sem Frio do Sul        

O termo Africa teria sido popularizado pelos romanos, que chamavam de “Terra dos Afri” tudo aquilo que ficava ao sul da cidade de Cartago na Antiguidade. Mas não existem consenso: há também a teoria de que a origem seria o grego A-frikke, ou seja, “sem frio”. Outros historiadores veem relações com o termo fenício afar (poeira), ou a palavra berbere ifri, que quer dizer caverna.

Argélia = As Ilhas

A cidade fortificada de Argel foi batizada como Al-jaza´ir, título inspirado nas ilhas próximas ao país. Os espanhois adaptaram o nome para “Alger” e os portugueses inverteram as segunda e a última letras. Com o passar dos anos o país todos ficou conhecido como Argélia (ou Algeria; a troca de letras permanece).

Angola = Soberano   

Os portugueses chamaram o território pelo nome mais importante que ouviram: Ngola, que era o título dado pelos ndongos ao seu líder, equivalente a “rei”.

Benin = Terra do Aborrecimento e da Irritação        

Antes conhecido como Daomé, Benin ganhou nome novo após a independência em 1975. O nome é uma homenagem ao antigo reino africado, cuja sede era a atual cidade de Benin (que fica na Nigéria). A palavra “Benin” é criação dos portugueses, corruptela de “Ubinu” – esse, sim, o nome original de uma cidade do Reino de Benim. A tradição diz que um dos herdeiros do rei visitou a cidade a contragosto e, com raiva, chamou a região de Ile Ibinu, que quer dizer terra de aborrecimento e irritação.

 Botsuana = Tsuanalândia

Os tsuanas são o grupo étnico majoritário no território, e “Botsuana” significa povo tsuana ou terra dos tsuanas. Originalmente, eles não usavam esse nome para se referir a si mesmos – eram chamados assim por um povo vizinho, os Xhosa, e o significado do apelido é desconhecido.

Burkina Faso = Pátria da Dignidade

A palavra burkina quer dizer “dignidade” ou “integridade”, e fasso é “terra paterna” – ou seja, pátria.

Burundi = Rundilândia       

No idioma Kirundi, quer dizer “país do povo Rundi” – mais uma etimologia perdida sob a poeira do tempo

Camarões = Camarões         

O nome é gastronômico mesmo – exploradores portugueses teriam encontrado, em 1472, uma concentração enorme de um certo tipo de crustáceo de estuário, onde a água doce e a salgada se misturam: o camarão de mangue, que no Brasil atende pelo apelido de “corrupto”. Eles batizaram o atual Rio Wouri de Rio dos Camarões – e o título acabou aplicado para o país como um todo.

Cabo Verde = Ilha Verde

Cabo é uma península estreita, que se estende para o mar a partir do continente. O Cabo Verde é uma ilha – não um cabo. Os portugueses já conheciam uma península no Senegal que batizaram de Cabo Verde (hoje Cap-Vert), e aí replicaram o nome para as ilhas que eram usadas estrategicamente durante o tráfico de escravos para a América.

República Centro-Africana = República Centro-Africana

Autoexplicativo.

Chade = Lago

O lago Chade, próximo à capital do país, deu nome à nação inteira. Chade quer dizer “Grande extensão de água” no dialeto nilo-saariano, segundo o linguista Edgardo Otero (ergo Lago Chade = “Lago Grande Lago”).

Comores = Lua

O nome hoje se refere apenas às ilhas menores vizinhas de Madagascar, mas já foi usado para batizar todo o território insular. Ele vem do árabe kamar, ou kumr, e quer dizer lua.

Congo = Montanhas

O rio principal da região é o Congo, derivado do termo bantu para “montanhas”. O nome do rio também batizou diversos reinos e grupos étnicos da região. Uma segunda hipótese levanta a possibilidade da raiz de kongo ser a palavra n’kongo, que quer dizer caçador.

(República Democrática do) Congo = Montanhas

Vide Congo

Costa do Marfim = Costa do Marfim          

O nome, dado à região por exploradores franceses e portugueses, era diretamente ligado ao produto comercial mais importante dali: o marfim, proveniente do comércio de presas de elefante.

Djibuti = Plana/Derrota da Ogra   

Duas origens são preferidas para o nome do território – uma legal e uma chata (quer dizer, mais pé no chão). A chata é que a palavra viria de gabouti, na língua afar, que quer dizer “plano”. A segunda, menos geográfica e mais lendária, tem origem na mitologia do povo nômade que vivia na região. O mito começa com um troll fêmea, uma mulher ogra chamada Buti, que trazia morte, discórdia e maus agouros. As terras de Djibuti, diz a lenda, foram onde a Buti finalmente foi vencida – Djibuti, portanto, significaria “a derrota da ogra Buti”.

Egito = Templo da Alma de Ptá

Derivada de hūt-kā-ptah, “Templo (hut) da Alma (ka) do Deus Ptá”, marido da deusa Sekhmet na mitologia. Em grego, foi simplificado para Gea Ptah, “Terra de Ptah”, e daí virou Aegyptos.

Guiné Equatorial = Terra Equatorial dos negros 

Outro adendo para diferenciar o país das outras Guinés. É a Guiné mais próxima do Equador, mas nenhuma parte do seu território é tocada pela linha equalizadora.

Eritréia = Mar Vermelho     

O mar mais famoso da Bíblia é vizinho do país e empresta seu nome – Eritréia vem do nome latino do mar, Mare Erythraeum, que por sua vez vem do grego antigo (erythros = vermelho).

Etiópia = Terra dos Bronzeados

Do grego aithiops, quer dizer literalmente “Terra dos Faces Enegrecidas pelo Sol”.

Gabão = Sobretudo  

Sabe aquela roupa que você usa pra se proteger do frio? Pois é: os marinheiros portugueses sentiam que a costa do país protegia seus barcos da mesma maneira, por isso chamaram a costa de Gabão, ou “baita casaco”.

Gâmbia = Rio

O estreitíssimo país acompanha seu rio principal até hoje, e dele tira seu nome. Ainda que o agitado comércio facilitado pelo rio tenha levado alguns historiadores a acreditar que “Gâmbia” vem do português “câmbio”, é mais provável que a palavra derive de kambaa, que queria dizer rio no idioma nativo do povo mandinga.

Gana = Guerreiro-chefe       

Como Benin, a Gana escolheu o nome de um império antigo para batizar o país após a independência. O reino em questão era Wagadou, que ficava na região atual de Mali. Ele ficou erroneamente conhecido como Gana porque era assim que seus generais de guerra eram conhecidos (ver Angola).

Guiné  = Terra dos negros  

Exploradores portugueses ouviram de mercadores marroquinos que existia ao sul um terra rica chamada Guineua, habitada por homens negros (que os portugueses chamaram de guineus). O reino não existia, mas pode ter sido inspirada pela cidade comercial de Djenné, na região atual de Mali. Outra vertente afirma que “Guiné” é a versão aportuguesada do termo berbere aginau, “aquele que fala uma língua incompreensível” ou do também berbebre Akal-n-Iguinawen, terra dos homens negros. Esta aí uma etimologia difícil.

Guiné-Bissau = Terra dos íntegros 

“Bissau” é o nome da capital, e foi adicionado para diferenciar o país da Guiné vizinha. Não se sabe a origem de “Bissau””, mas pode estar relacionada a etnia dos Bijagós, habitantes do país e do arquipélago vizinho. Bijagó, segundo o autor Álvaro Nóbrega, viria da junção de Be e odjogo, significando pessoas inteiras ou íntegras.

Quênia = Montanha listrada           

Diferentes culturas viviam perto do monte Quênia, que empresta o nome ao país. Todas o chamavam de algo parecido com “montanha com listras”. O monte tinha grande importância simbólica: era onde habitava o deus dos quicuios, Mwene Nyaga. Similar,portanto, ao monte Olimpo dos gregos.

Lesoto = Sotolândia  

O país encapsulado pela África do Sul quer dizer “Terra dos Sotos” (um nome cujo significado original se perdeu).

Liberia = Livrelândia

Libéria vem de liberdade mesmo – o país foi fundado como assentamento de escravos libertos nos EUA que toparam retornar ao continente africano. O sufixo “ia” completa o significado: Terra dos Livres.

Líbia = Terra à Oeste/dos Libus     

Os gregos antigos já chamavam todo o Norte da África a oeste do Egito de Libúē – possivelmente porque os egípcios chamavam de “Libus” os membros de tribos berberes que se aproximavam do Nilo – o significado original dessa palavra foi perdido.

Madagascar = Trono do Xá

A culpa é do explorador Marco Polo: ele registrou em suas notas um nome que ouviu de nativos perto da costa como se fosse o nome da ilha. Estava mal informado: eles se referiam a uma grande cidade portuária da Somália, que existe até hoje: Mogadishu. Sua fundação teve uma particiação importante de árabes e persas – motivo pelo qual pesquisadores acreditam que o nome seria derivado da frase maqad shah, “o assento do xá”, ou o “trono do rei”.

Malauí = Reflexo brilhante 

Vem de malavi, que no idioma local quer dizer “luz refletida”, ou “neblina brilhante”– efeito visto no início do dia, quando o sol ilumina a superfície do grande lago da região, o Niassa.

Mauritania = Terra dos Negros      

Mauritânia é “Terra dos Mouros”. “Mouro” já foi usado como sinônimo de “árabe” – durante a ocupação islâmica na Península Ibérica, no século 8. O termo “mouro”, porém, é mais antigo. A origem exata é desconhecida. Mas o fato é que a palavra se espalhou em grego antigo – os helênicos chamavam habitantes negros do norte da África de maurós. Da mesma palavra, amaurós, termo em grego moderno que quer dizer “escuro”.

Mali = Hipopótamo  

O país assumiu o nome do antigo Império Mali – o termo, originalmente, significaria “hipopótamo” no idioma madinka, mas como um elogio, como conotação da força do império.

Marrocos = Reino do Poente

Os espanhóis traduziram a cidade de Marrakesh para “Marruecos” – e o nome passou a designar o país todo. Os marroquinos chamam o país de al-Mamlakah al-Maghribiyah, Reino do Poente (al-maġhrib, que deu origem a Magreb, quer dizer “onde o sol se põe”. É, dessa maneira, o oposto do Japão.

Moçambique = Moisés, o sultão comerciante        

O nome foi primeiro dado à ilha e depois ao país. A origem mais aceita é o nome do comerciante árabe que dominava o território quando os portugueses o conheceram: Mussa Bin Bique. Mussa é o nome islâmico equivalente ao Moisés judeu.

Namíbia = Vasto vazio

Vem de namib, “grane vazio” no idioma Khoekhoe. O tal do vazio é o próprio deserto da Namíbia – que nem é tão vasto assim – um pouco menos que Pernambuco.

Níger = Rio dos Rios

Vem do rio que corta Guiné, Mali, Níger e Nigéria – e, em diversas línguas locais, quer dizer “grande rio” – o termo mais antigo talvez seja o de origem berbere, ger-n-ger, rio dos rios ou rio entre rios.

Nigéria = Terra do Rio dos Rios       

Vide Niger

Ruanda = Grande Domínio 

No idioma Kinyarwanda, o significado mais aceito para Ruanda é “domínio”, ou “grande área ocupada por um enxame”. Pode ter relação com o termo kwanda (expandir).

São Tomé e Príncipe = 21 de dezembro e João II

A Ilha de São Tomé foi descoberta no dia da celebração do santo, 21 de dezembro. E o príncipe de Portugal à época de descoberta da ilha vizinha era João II, apelidado de “Príncipe Perfeito”.

Senegal = Canoa       

Há três hipóteses sobre a origem do nome, que primeiro foi dado ao rio Senegal. No idioma uolofe, senyu gal significa “nossas canoas”. Mas gal quer dizer corpo d’água, e Rog Sene era um divindade de uma tribo local, junção equivalente a “Rio Divino”. Por último, a origem menos empolgante é que o nome venha de um povo berbere que vivia ali perto, os Zenaga.

Seychelles = Ilha do Ministro das Finanças           

Corneille Nicholas Morphey, comandante da Companhia Francesa das Índias Orientais, tomou posse do arquipélago e batizou-a para puxar o saco do Ministro das Finanças do rei Luís XV, Jean Moreau de Séchelles.

Serra Leoa = Leoa deitada  

O relevo das serras do país, segundo os exploradores portugueses que popularizaram o nome, lembrava a forma de uma leoa relaxando.

Somália = Terra dos vaqueiros       

Somália é a “terra dos somalis”. Um certo Samaale seria o lendário antecestral desse grupo étnico. A palavra em si viria de so (ir) e maal (leite) ou saac (vaca) e maal (leite) – relacionada ao ato de ordenhar animais. É possível, portanto, que Samaale não fosse um nome próprio, mas sim a função do ancestral: O Grande Pastor Ordenhador, simbolicamente pai de todo o povo.

 Sudão e Sudão do Sul – Terra dos Negros 

Sudão vem do árabe bilad as-sudan – e uma forma latinizada, Nigricia, chegou a ser usada por geógrafos em mapas.

Suazilândia – Terra de Mswazi       

O povo Swazi herdou o nome de seu líder, Mswazi II, que unificou tribos de diferentes origens em uma só e expandiu o território dos swazis no meio do século 19.

 Tanzania = Navegar na mata e Costa Negra         

“Ia”, como sempre, é sufixo de lugar. Tan e Zan são as primeiras sílabas das duas nações fundidas em 1964: Tanganyika (que quer dizer navegar, tanga, em swahili, na mata selvagem, nyika) e Zanzibar (do árabe Zanjibār, derivado do Persa Zangibar – zangi é negro e bâr, costa.

Togo = Margem        

O nome veio primeiro para o Lago Togo, cujo significado aproximado é “à margem da água”.

Tunísia = Pernoite   

Vem da cidade de Tunis, que existe desde o século 4 antes de Cristo. Seu nome é associado à deusa fenícia Tanit, e a um radical do idioma berbero, “tns”, relacionado a “passar a noite”. Próxima a estradas sob domínio romano, ela tinha o título de mutatio, lugar de parada ou descanso, o que corrobora a segunda hipótese sobre o nome.

Uganda = Reino da família  

Corruptela de Buganda – o prefixo bu significa “reino” ou “terra” – dos Ganda, no caso. O conjunto de clãs que forma a maior parte da população se autodenomina Baganda. A língua é Luganda. Todos alterações do radical ganda – que supõe-se vir do proto-Bantu, e quer dizer… família. 

Zâmbia = Terra do Grande Rio       

O nome vem de zambeze (“grande rio”, num dialeto de lá). Grande mesmo: o rio Zambeze, que banaha a Zâmbia, é o quarto maior da África.

Zimbábue = Grandes casas de pedra        

No dialeto local, dzimba = casa, mabwe = pedras.

Oriente Médio e oeste asiático

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(Leonardo Yorka/Superinteressante)

Arábia Saudita = Saudilândia          

A palavra Saudi deriva do rei que escolheu o nome em 1932, Ibn Saud. Já “árabe” vem de l’rab, “aqueles que falam com clareza”, em oposição a ajam, usado para estrangeiros, e que significa “os falam de modo incompreensível”.

Afeganistão = Nação dos Cavaleiros           

O sufixo “istão” remete a lugar – é o lugar dos afegãos. Já a origem de “afegão” mais aceita por estudiosos é que venha do sânscrito Aśvakas, cavaleiros. Nota aleatória: na poesia persa, afhan (“afegão”) é usado como sinônimo de fhan (“lamento”).

Armenia = Terra dos descendentes de Noé          

Os armênios chamam o país de Hayastão, e o tal Haya seria o ancestral lendário da nação – de acordo com a tradição local, ele era tataraneto de Noé. Já a palavra “Armênia”, que nada tem a ver com Hayastão, aparece na Bíblia, no livro de Jeremias, como o reino de Mini – e o nome seria derivado daí.

Azerbaijão = Protegida por Fogo Santo     

Homenagem ao general persa Atropates, cujo nome ver de atrupat, “protegido pelo fogo santo” – referência às chamas consideradas sagradas pelo zoroastrismo.

Barein = Dois mares

De Thnain Bahr, dois mares, referente às águas que contornam a península.

Chipre = Cobre

Os depósitos de cobre são explorados na ilha desde mais de um milênio antes de Cristo. Kypros significa cobre em grego – mas não se sabe se o mineral deu o nome à ilha ou se o apelido pelo que se conhecia a ilha é que foi transplantado ao mineral. Se for o segundo caso, outra possível origem do nome da ilha é a deusa Cibele, deusa-mãe da mitologia local, chamada ali de Kipris.

Emirados Árabes Unidos = Emirados Árabes Unidos      

Os Emirados (Estados autônomos governados por um emir) Árabes Unidos são formados por al-Fujairah e Umm al Qaywayn (cujas etimologias são desconhecidas), além de Abu Dhabi (abu = pai, dhabi = uma espécie de gazela endêmica à região), Dubai (cuja origem está associada ao verbo “arrastar-se”, também usada para um tipo de lagosta) , Ajman (pequena Omã), Sharjah (sharq = leste) e Ra’s al-Khaymah (“topo da tenda”, uma terra cheia de tendas ou cabanas feitas de palmeiras, e que fica na pontinha da península). É isso.

Georgia = Terra dos Lobos  

Os persas chamavam os habitantes da região de gurğ, que quer dizer lobo. O nome se espalhou pelo Ocidente, mas os georgianos chamam o país de Skartavelo, derivado de Karts, uma das primeiras tribos a viver na proto-Georgia. A origem mitológica é mais legal: diz que os georgianos descendem de Kartlos bisneto de Jafé, personagem bíblico que é filho de Noé.

Iêmen = Felicidade ao sul   

A origem é disputada, mas as duas versões são curiosas: ou viria do árabe yumn, benção e felicidade (associada à fertilidade da terra no país) ou do radical ymt, associado ao sul, posição do Iêmen na península.

Irã = Terra de nobres

Os iranianos adotaram esse nome pois, em sânscrito, ayriana significa “nobres”. Ayriana virou “arianos” – essa é a mesma raiz linguística do conceito nazista de “ariano”, no sentido de “raça nobre”. Bom, “arianos” virou “iranianos”, e a terra deles foi batizada de Irã.

Iraque = Terra baixa

A teoria mais aceita é que venha do vem do persa erak, “terra baixa”. Outros pesquisadores associam o nome à cidade de Uruk, no território atual do Iraque, vindo da raíz suméria uru, que quer dizer cidade. Uruk teria virado Erech no hebraico, e então derivado para Iraque. Duas regiões próximas a Mesopotâmia recebiam o nome Iraq: Irab Arabi, referente a uma província árabe na região, e Iraq Ajemi, província dos “sem língua”, ou seja, estrangeiros, que não entendiam o árabe.

Israel  = Aquele que luta com Deus           

Na Bíblia, Jacó é rebatizado de Israel após lutar com Deus e prevalecer. Etimologicamente, é a mesma coisa: vem de sara (lutar, prevalecer) e El (força, poder… termo comum para Deus).

Jordânia = Rio Que Flui Para Baixo

A Jordânia, antes Transjordânia (terra além do rio Jordão) foi batizada em nome do rio bíblico – o mesmo onde, falando em batismo, Jesus foi imerso João Batista. Jordão, por sua vez, significa “que flui para baixo”, em direção ao Mar Vermelho, ao sul.

Kuait = Fortalezinha

Diminutivo do Árabe kūt, fortaleza à beira d’água.

Líbano = Branco

O radical de origem semita ibn quer dizer branco, referente à neve no topo do Monte Líbano.

Omã = Assentamento

A origem mais aceita é do árabe amoun, que quer dizer “pessoas assentadas”, ou “estabelecidas”, em oposição aos grupos nômades da região.

Paquistão = Purolândia

Paquistão quer dizer “terra dos puros”, mas a escolha do nome foi completamente artificial. Ele foi criado no século 20, como um acrônimo de várias terras mulçumanas (P de Punjab, A de Afgania, K de Kashmir, S de Sind.). As letras foram organizadas para começar com “pak”, que quer dizer pureza no dialeto urdu. Um equivalente a BRICS, só que mais poético.

Palestina = Terra dos Filisteus       

A raiz seria palash ou pelechtim – “migração”, ou “emigrantes”. A raiz é a mesma dos “filisteus” da Bíblia, povo do qual faz parte o personagem Golias. Faz sentido que eles fossem chamados de algo parecido com “estrangeiros” pelo povo judeu.

Qatar = Pingo d’Água          

Vem de Qatara, que pode ter sido derivada de Zubara, uma cidade comercial da região. Outros vocábulos árabes podem estar relacionados: qutr quer dizer região, e qutra é pingo d’água. A forma moderna da palavra gota, inclusive, é quatara.

Quirguistão = Terra dos Nômades 

É a terra dos quirguizes, um povo nômade cujo nome, em turco, quer dizer… nômade.

Síria – Cidade do Deus Supremo    

O reino da Assíria (cujo centro ficava no atual Iraque) emprestou o nome à Síria quando dominou o território – o historiador grego Heródoto chamava tanto os fenícios (sírios) quanto os assírios (iraquianos) de Suria. O nome do império Assírio deriva da capital Aššur, que por sua vez ganhou o nome do deus supremo dos assírios, Ashur.

Tadjiquistão = Lugar dos Muçulmanos     

É a terra (istão) do povo tadjique – cujo nome vem do termo tāzīk, persa para “muçulmano”. Era um termo bastante usado para nomear povos muçulmanos não-árabes – os turcos usavam a mesma palavra para denominar todos os seus adversários islâmicos.

Turquia = Raízes Ancestrais

Turquia é “terra dos turqs”. E turq quer dizer “raíz, ancestralidade, linhagem”.

Turcomenistão = Terra dos Quase Turcos

O povo turcomeno surgiu quando um povo de origem turca, que falava o idioma oguzo, se uniu a outras tribos da região. “Turcomeno” une a palavra “turco”o com o termo iraniano manand, que quer dizer “parecido” “que lembra”.

Uzbequistão = Lugar dos Senhores de Si Mesmos

Terra dos uzbeques, sendo uz “próprio” e bez nobre – senhores de si mesmos.

Ásia e Oceania

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(Leonardo Yorka/Superinteressante)

Ásia

Bangladesh = País do Sol    

O sufixo desh quer dizer “país” – é o País dos Banga, o povo que fala a língua bengali. A origem do “Banga” é associada à palavra bonga, nome de uma divindade solar.

Brunei = Terra

Possivelmente deriva do sânscrito bhūmi, terra. A tradição diz que o primeiro nome do país, Barunai, nasceu da exclamação dos primeiros exploradores, que gritaram “Barunah!” ou “Ali!” quando encontraram um local seguro onde desembarcar e acessar a região.

Butão = Terra do Dragão

O nome oficial do país é Druk Gyal Khap, Terra, ou Reino, do Druk, o “dragão do trovão”. A palavra Butão em si vem de Bhot, que significa Tibet – é provavelmente derivado do sânscrito Bhot-ant, “fim do Tibet”.

Cambodia = Kambulândia

A origem muito disputada do nome geralmente é associada ao sábio Kambu Swayambhuva, figura lendária que aparece nos Vedas do hinduísmo. 

Cazaquistão = Terra dos Errantes

Ao pé da letra, é Terra dos cazaques (não confundir com os cossacos!). Trata-sede um grupo étnico turco, cujo nome quer dizer “nômade”, “errante”.

China  = Império do Meio   

O nome “china”remete à dinastia Tsin, ou Chin, que tomou o poder no século 3 a.C. e foi responsável pela construção da Muralha. Mas esse é o nome que os estrangeiros sempre deram ao lugar. Lá dentro, em mandarim, o nome oficial do país é outro: Zhōngguó – cuja tradução é “Império do Meio”.

Coreia (norte+sul) = Alto e Belo     

Remete à dinastia Koryŏ, que reinou do século 10 ao 14. (918–1392). O nome pode ser traduzido como “bonito e alto”. 

Fiji = Pátria   

Viti quer dizer “nossa terra” – foi derivado para Fidchi, e depois virou Fiji.

Filipinas = Ilhas do Rei Felipe II     

O arquipélago asiático foi batizado em homenagem ao príncipe que se tornaria rei da Espanha, Felipe II.

Índia = Terra do rio oceânico

A região é conhecida como India em grego e latim desde o século 4 antes de Cristo. Quer dizer “terra do Rio Indo”. Já o nome do rio vem do sânscrito sindhu, que quer dizer “como um oceano”, geralmente usado para grandes corpos d’água.

Indonésia = Ilhas da Índia  

Nesos é grego para “ilhas”, e o “Indo” vem de Índia mesmo.

Japão = Terra do Sol Nascente

Vem de Geppun, corruptela que teria sido provocada por Marco Polo, ao tentar escrever o nome que os chinese davam o Japão: Rìběn, ou origem do sol. Nihon, que é o termo japonês, também tem o significado de “grande país de onde sai o Sol”.

Laos = Terra das pessoas 

Os franceses batizaram o território em nome do povo Lao. Os pesquisadores que investigaram a raiz de “Lao” conseguiram reconstruir dialetos austroasiáticos até chegar no fonema k.raw que quer dizer “pessoa”.

Malasia = Cidade das montanhas  

No original, o nome do país é Melayo. Vem de Malai (montanha) e ur (cidade).

Maldivas = Guirlanda de Ilhas        

Do sânscrito maladvipa, que é interpretado como “pequenas ilhas”, ou “guirlanda de ilhas”.

Mongólia = Intrépidolândia

No idioma mongol, mong quer dizer “intrépido” – mas pode ser derivado de Hmong, que é o nome de uma etnia milenar do Sudeste Asiático – e que significa “pessoas livres”.

Myanmar = Povo forte e veloz       

O nome original é “Myanma”, derivada do termo mien, que significa forte. Segundo a tradição local, porém, Myanmar significaria “os primeiros habitantes do mundo” – mas o sentido aí é mais simbólico do que etimológico.

Nepal = Casa da lã   

A origem é associada ao termo tibetano nebal, que significa “casa da lã”, ou nepa, “cuidadores de gado”. Em sânscrito, o nome do país é Nipa Alaya, que significa “ao pé da montanha” (do Himalaia).

Sri Lanka = Ilha Sagrada     

Sri = sagrado, lanka = ilha

Tailândia = Terra dos Homens Livres

“Tai”, no idioma local, teria sido usada inicialmente para designar “pessoa” ou “ser humano”. Historiadores afirmam, porém, que “tai” era um nome que designava os homens livres, separando-os dos servos.

Taiwan = Aterro da Baía

Do mandarim, quer dizer a plataforma de areia que se forma no litoral. Uma segunda hipótese diz que o nome viria do idioma siraya, onde tayw = homem e an = lugar

Timor Leste = Leste-Leste   

Timor vem do malaio timur, que quer dizer leste. O Leste extra veio para diferenciar os dois territórios da mesma ilha: a parte oriental (o Timor Leste, de fato) é independente da ocidental, que pertence à Indonésia.

Tonga = Sul

Quer dizer “sul” no idioma de Samoa porque, bem, fica ao sul de Samoa.

Vietnã – Povo do Sul 

Vietnã era originalmente Nam Viet, com nam significando “sul”, e viet, sendo um dos grupos étnicos que vivem ali, e que também são conhecidos como baiyue.

Oceania

Austrália = Terra do Sul      

No século 5, já havia mapas que mostravam terras imaginárias no hemisfério sul, que nunca tinham sido visitadas. O motivo? Uma teoria de que o mundo teria que ser “equilibrado”, e a massa de terra do sul teria que existir para contrabalancear a que existia no norte. Já nesses mapas as terras mais ao sul se chamam Terras Australis, ou Terra Australis Incognita, ou “Terra desconhecida do sul”.

Ilhas Marshall = Ilhas de John Marshall    

O tal Marshall é o capitão britânico que chegou ao arquipélado no século 18, e motivou a colonização dessas ilhas do Pacífico.

Ilhas Salomão = Ilhas das Minas do Rei Salomão

No século 16, o explorador espanhol Álvaro de Mendaña de Neira encasquetou que as lendárias riquezas bíblicas do Rei Salomão teriam vindo, em parte, de minas escondidas nessas ilhas. A fonte infindável de riquezas não estava lá, claro, mas o nome pegou.

Micronésia = Pequenas ilhas

Aqui é puro grego. Mikros = pequeno, nesos = ilhas.

Nauru = Vou à Praia

O nome Nauru era pronunciado naoero pelos nativos, e pode ser derivado de anaoero, que quer dizer “vou à praia”.

Nova Zelândia = Terra da Longa Nuvem Branca   

Zee quer dizer mar, e land, claro, é terra. É que a Zelândia original é uma região litorânea cheia de ilhas e terrenos alagadiços nos Países Baixos. Essas ilhas da Oceania formariam então as “Novas Terras do Mar”. Só que os maoris, nativos de lá, chamam o país de Aotearoa, “A terra da grande nuvem branca” – na mitologia local, um explorador maori descobriu o lugar depois de seguir em busca de terra firme guiado pela tal nuvem.

Palau = Aldeia         

Vem de Belau, nome nativo cuja raiz etimológica é provavelmente beluu, vilarejo, aldeia. Mas há uma origem mitológica curiosa para o nome: diz a tradução que ele viria de aibebelau, que quer dizer “respostas indiretas”. O mito de criação das ilhas de Palau diz que a filha de uma deusa, Chuab, cresceu até se tornar gigantesca, e exigia ser alimentada pela população com cada vez mais comida. Quando os lagos já estavam sem peixes e as árvores sem frutos, eles descidiram matar a giganta, empilhando lenha nos seu pés. Chuab, confusa, perguntava o que estava acontecendo, mas só recebia respostas indiretas. Quando atearam fogo e a gigante morreu, seu corpo se desfez em vários pedaços, que teriam dado origem às ilhas de Palau.

Papua Nova Guiné = Nova África de Cabelo Cacheado

Papuwah quer dizer “encaracolado” ou “frizado”, em malaio – e a palavra batizou o país provavelmente em referência aos cabelos dos nativos. A parte Nova Guiné foi dada pelos portugueses, em referência às colônias africanas dos lusitanos – eles chamavam a África inteira de “guiné” – vide Guiné aqui no atlas.

Samoa = Centro Sagrado     

Sa = sagrado, moa = centro.

Tuvalu = A união das oito ilhas

Tuvalu é um arquipélago com nove ilhas. Mas uma delas não é habitada. Logo, o país ganhou o nome de “união das oito” – tuvalu, no idioma local.

Vanuatu – Nossa Terra Para Sempre 

É o que significa vanuatu no idioma bichlamar.

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PARA SABER MAIS

A Origem dos Nomes dos Países, de Edgardo Otero