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A monogamia é natural?

Não é. Ao mesmo tempo, tampouco há razão para concluir que o adultério é algo bom ou inevitável. Animais, muito provavelmente, não podem escolher agir contra "o que vem naturalmente". Já os homens podem.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h24 - Publicado em 30 set 2007, 22h00

Texto Rodrigo Cavalcante

“Não há como questionar se a monogamia é ou não natural. Não é. Ao mesmo tempo, tampouco há razão para concluir que o adultério é algo bom ou inevitável. Animais, muito provavelmente, não podem escolher agir contra ‘o que vem naturalmente’. Já os homens podem.”

David P. Barash, professor de Psicologia da Universidade de Washington e co-autor do livro O Mito da Monogamia.

“Os povos, ao saírem da barbárie rumo à civilização e ao progresso, abandonaram a poligamia e estabeleceram a família monogâmica. A instituição do divórcio vai na contramão da história, retrocedendo da civilização à barbárie.”

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Edição de janeiro de 2001 da revista brasileira Catolicismo.

“Apesar da força moral da tradição judaico-cristã e de a Justiça ter procurado purificar o pênis e restringir sua semente à instituição sagrada do matrimônio, ele não é por natureza um órgão monógamo. Desconhece códigos morais, foi projetado pela natureza para o esbanjamento, adora a variedade, e nada, exceto a castração, eliminará seu pendor para a prostituição, a fornicação, o adultério ou a pornografia.”

Gay Talese, jornalista americano e autor do livro A Mulher do Próximo, clássico sobre a sexualidade americana antes da era da Aids.

 

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