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Adolescência

Adolescentes eram, no máximo, miniaturas de gente

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h24 - Publicado em 31 ago 2006, 22h00

Em 1955, o mundo conheceu Jim Stark, um rapaz boa-pinta de topete, jaqueta vermelha e olhar penetrante que arrumava encrenca por onde passava. Interpretado por James Dean, o protagonista de Juventude Transviada (rebelde sem causa, na tradução literal do título em inglês) tornou-se o símbolo não apenas de uma época ou de uma geração, mas de uma fase da vida que não havia sido devidamente retratada até então: a adolescência.

Mas, afinal, o que é ser adolescente? Etimologicamente, adolescência vem do verbo “adolescere”, que significa brotar, fazer-se grande. É preciso diferenciá-la da puberdade, apesar de ambas acontecerem simultaneamente. Puberdade designa somente as transformações corpóreas pelas quais passam meninos e meninas prestes a se transformarem em adultos. Essas mudanças físicas nunca passaram despercebidas na história da humanidade, e Platão já escrevia sobre os “novos jovens”.

Porém nem sempre a sociedade considerou de forma diferente seus membros entre 13 e 19 anos. Na Idade Média não havia nem mesmo o conceito de infância, e as crianças eram consideradas como que adultos em miniaturas. Foi a instituição da escola que separou a infância como fase distinta. Só mais tarde, na sociedade contemporânea, o adolescente passou a ser considerado como tal, principalmente graças à psicologia, que associou as mudanças corpóreas a rebeldias, insatisfações e conflito de gerações.

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