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Arqueólogos descobrem as origens de Stonehenge

Arqueólogos encontram casa 1.000 anos mais antiga que o velho monumento e finalmente começam a compreendê-lo.

Por Denis Russo Burgierman Atualizado em 4 nov 2016, 19h01 - Publicado em 11 nov 2015, 16h15

Cientistas da Universidade de Buckingham desenterraram no mês passado uma das casas mais antigas da Inglaterra, com 6.300 anos de idade. As ruínas recém-encontradas, que foram batizadas de Blick Mead, são a mais antiga peça do quebra-cabeças que vem sendo montado há 90 anos, desde que as primeiras escavações em volta do monumento pré-histórico de Stonehenge foram feitas, nos arredores da casa.

Stonehenge, com suas colossais pedras de mais de 4 metros de altura, que pesam cerca de 40 toneladas cada uma, tem intrigado cientistas e curiosos desde sua descoberta, em 1925, e dado margem a uma porção de histórias e lendas, envolvendo poderes mágicos e civilizações extraterrestres. Mas muito do mistério que cerca o velho monumento está sendo finalmente desvendado nos últimos anos, com as mais recentes escavações, que culminaram com a descoberta de Blick Mead, a tal casa de 6.300 anos – pelo menos 1.000 a mais do que Stonehenge.

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Uma coisa que ficou clara com as pesquisas arqueológicas é que o colossal Stonehenge não caiu do céu. Ele foi o ponto culminante de um processo gradual, que começou muitos anos antes, quando os primeiros migrantes da Europa Continental chegaram à Inglaterra, atraídos pela melhora do clima, ao final da última era glacial, que terminou há cerca de 12 mil anos. Blick Mead parece ser um dos primeiros sinais de vida naquela área – o início da comunidade que acabou erguendo o monumento.

Outras escavações na região reforçam a tese de que o lugar é há muitos milênios um espaço sagrado, talvez uma área de peregrinação, uma espécie de Aparecida de tempos pré-históricos. “As pessoas vinham de perto e de longe para as festividades”, disse ao jornal The New York Times o arqueólogo Parker Pearson, um dos pesquisadores atuando na região. Ele sabe disso porque pesquisou dentes de velhas ossadas de vaca e encontrou neles isótopos do elemento químico estrôncio que só podem ter vindo de outra região. Pearson encontrou mais detalhes sobre a vida real por lá – por exemplo, analisou resíduos no fundo de antigas panelas. “Nós conseguimos o menu”, ele disse. A panela serviu para preparar carne de vaca e porco, cozida e grelhada, com toques de maçã, berries e castanhas.

Mas talvez o mais impressionante indício da região sejam os buracos encontrados pertinho do Stonehenge, que marcam o lugar onde já estiveram troncos de árvores enfincados, que datam de cerca de pelo menos 7 mil anos atrás. Segundo os arqueólogos, eles podem sinalizar a existência de um monumento anterior, feito de madeira, não tão grandioso quanto o de pedra. Sinal de que a área era reverenciada bem antes das gigantescas pedras terem sido colocadas de pé.

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