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Bárbaros usavam drogas antes de lutar no Império Romano

Papoula, lúpulo, cânhamo e beladona estavam entre substâncias inaladas ou ingeridas antes da luta, afirma novo estudo

Por Victor Bianchin
23 dez 2024, 18h00

O consumo de drogas era farto durante os períodos clássicos da Grécia e de Roma — o ópio, o vinho e até mesmo substâncias psicoativas, como o fungo ergot, eram usados principalmente para fins medicinais, embora, às vezes, para recreação também.

Isso é fato conhecido pelos historiadores há muito tempo. Porém, fora das grandes cidades, entre os povos chamados “bárbaros”, não havia ainda uma confirmação científica de que drogas eram consumidas.

Isso mudou no final de 2024 com a publicação de um estudo no períodico Praehistorische Zeitschrift que diz que, sim, os bárbaros também usavam drogas, especialmente antes de grandes lutas.

Os cientistas analisaram 241 pequenos objetos que foram recuperados de 116 sítios arqueológicos datados desde o Império Romano — mais especificamente, pântanos e túmulos no que hoje são Dinamarca, Suécia, Noruega, Alemanha e Polônia.

Esses objetos possuem cabos para manuseio, com 40 a 70 mm de comprimento, e uma parte côncava ou plana na ponta, com entre 10 e 20 mm de largura. Ou seja, parecem colheres. Eram acoplados aos cintos das pessoas, embora não tivessem relação com seu uso.

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A hipótese dos pesquisadores é que os usuários utilizassem esses objetos para medir as doses corretas das substâncias, de modo a produzir o efeito desejado sem causar overdose. Como foram encontrados junto a outros itens usados em conflitos armados, o mais provável é que o uso das drogas acontecesse antes de batalhas, com o objetivo de que funcionassem como estimulantes.

E quais seriam essas substâncias usadas pelos povos bárbaros? Para os autores do estudo, teriam que ser plantas que pudessem ser colhidas localmente ou então desidratadas e transportadas para os locais de batalha.

A lista de possibilidades é até grande, incluindo papoula, lúpulo, cânhamo, meimendro, beladona e diversos fungos. O consumo poderia ser em pó, via inalação, ou então com as plantas sendo dissolvidas em álcool e ingeridas.

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De acordo com os pesquisadores, esses itens provavelmente foram muito consumidos pelos povos germânicos do norte da Europa ao longo do período romano, quando houve muitos conflitos militares. Mas não parou por aí: como o uso dessas substâncias exigia muito conhecimento sobre quantidades e tipos, é bastante possível que elas também fossem usadas em outros contextos.

“Nos parece que o conhecimento sobre os efeitos de vários tipos de preparados naturais no corpo humano implicava em conhecimento sobre sua ocorrência, seus métodos de aplicação e também no desejo de usar conscientemente essa riqueza para propósitos medicinais e ritualísticos”, afirma o texto.

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