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Feitiços sexuais são encontrados em papiros egípcios

As magias fariam os amados “queimarem”

Por Felipe Germano Atualizado em 31 out 2016, 19h06 - Publicado em 31 Maio 2016, 14h00

Esqueça de abracadabra, shazam, ou Wingardium leviosa; quando se trata de feitiços, os egípcios antigos não queriam ver nada voando. Eles gostavam mesmo é de sexo. O pesquisador Franco Maltomini da Universidade de Udine, na Itália, conseguiu traduzir papiros que datam de 300 D.C., e descobriu neles dois feitiços sobre amor, sexo e submissão.

Um dos encantamentos era dirigido especificamente à mulheres. A pessoa que o invocasse, em teoria, faria com que a escolhida “queimasse” até que ela começasse a amar o feiticeiro. Para dar certo, o invocador deveria ir até uma casa de banhos com oferendas – os produtos em si estavam até detalhados no original, porém, a degradação do tempo fez com que esse detalhe se perdesse -, convocasse alguns de seus deuses e entoasse: “Eu te renego, terra e águas, pelo demônio que habita em você, eu renego a fortuna nesse banheiro, assim da mesma forma que você arde, queima, flameja, queime ela (nome da mulher), que nasceu de (nome da mãe da mulher), até ela vir a mim”. Depois disso, a pessoa deveria começar a falar o nome dos deuses junto com algumas palavras mágicas, até voltar com “Nomes sagrados, inflamem dessa maneira e queimem o coração dela”, o que faria com que a moça caísse de amores.

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O outro feitiço era voltado para os homens – e envolvia bem menos falação. O papiro instruía apenas que a pessoa escrevesse algumas palavras mágicas em uma placa de cobre e combinasse com algum objeto do amado. Assim como o feitiço feminino, a magia para os rapazes também tinha uma estrutura de “insira o nome do amado aqui”; em determinado trecho da tradução, os pesquisadores acharam algo semelhante à “submeta a mim o (nome do homem), que nasceu de (nome da mãe dele)”.

Ainda nos papiros haviam receitas que prometiam ajudar na saúde. Em uma delas, os escritos afirmam que a combinação de mel com excrementos de pássaros da família Ardeidae traria “prazer”.

Os papiros estavam escritos em grego (língua falada no Egito durante esse período), e foram descobertos há mais de cem anos pelos arqueólogos Bernard Grenfell e Arthur Hunt. Os documentos faziam parte de um grupo de centenas de milhares de papeis descobertos pela dupla e que desde então são estudados por pesquisadores. Só agora que conseguiram entender magias amorosas.

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