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Mau tempo providencial

A descoberta da radioatividade pelo físico Henri Becquerel, ao deixar o material de pesquisa dentro de uma gaveta por dias.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h22 - Publicado em 31 Maio 1990, 22h00

No dia 1 de março de 1895, o físico francês Henri Becquerel (1852 – 1908) foi premiado pelo acaso durante uma experiência. Ele cobriu uma chapa fotográfica com duas folhas de papel negro e espalhou sal de urânio, uma substância fosforescente, por cima. Em seguida, expôs tudo ao sol por várias horas. Quando revelou a chapa, a silhueta do sal provou que o material emite radiação, a qual exposta à luz, penetra no papel opaco. Ao tentar repetir a experiência, uma semana depois, o tempo em Paris fechou. Assim, ele guardou tudo em uma gaveta escura, à espera de dias melhores. “Como o sol não apareceu, revelei a chapa, esperando encontrar uma imagem bem ruim”, contou o cientista. “Aconteceu o oposto: a silhueta, nítida, mostrava que o urânio emite raios que atravessam o papel, tenha ou não este sido exposto previamente à luz solar.” Estava descoberta a radioatividade.

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