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Medição do tempo

Antes do relógio, os antigos olhavam o sol e a lua

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h22 - Publicado em 31 ago 2006, 22h00

Quem é responsável e organizado deve ter uma agenda com os compromissos separados por meses, semanas e dias. O mundo contemporâneo é implacável: não há tempo a perder, já que tempo é dinheiro. A agenda é um conceito moderno, mas a idéia de fragmentar o tempo para organizar as tarefas do dia surgiu muito antigamente.

Desde a Pré-História o homem já observava alguns padrões na natureza: por exemplo, os períodos de claridade e escuridão (dia e noite), as fases da Lua (que originaram os meses) e a repetição de alterações climáticas (estações). Usava esses ciclos em atividades agrícolas, para planejar o plantio. Não à toa, os primeiros registros de medição do tempo foram localizados na fértil região do rio Nilo, na África. Ali, arqueólogos encontraram um dos primeiros calendários de que se tem notícia, o egípcio, desenvolvido por volta de 3000 a.C., além dos primeiros relógios (de sol, entre 5000 a.C. e 3500 a.C., e de água, feito em cerca de 1400 a.C.).

O desenvolvimento da ciência (especialmente da astronomia, com os gregos e romanos) possibilitou cálculos e ajustes mais precisos na mensuração do tempo. O calendário gregoriano que usamos hoje, instituído no século 16, apenas adaptou as bases defi nidas pelo juliano, de 46 a.C. Os relógios de sol, trazidos para a Grécia pelo contato com os babilônios, também sofreram sensível aperfeiçoamento. E a roda dentada, inventada por Arquimedes em 287 a.C., foi imprescindível para que se desenvolvessem os relógios mecânicos séculos mais tarde.

O relógio mecânico apareceu na Europa no século 18, mas era muito impreciso. Na Idade Média, as badaladas dos sinos das igrejas tornaram-se marcos na indicação da passagem de tempo, ajudando a orientar a comunidade. A descoberta da oscilação pendular, no século 16, foi essencial para o desenvolvimento de relógios cada vez melhores.

A divisão do dia em partes iguais, com 12 horas de dia e 12 horas de noite, foi uma convenção provavelmente formulada no fato de que o número 12 sempre foi importante e recorrente para os povos antigos (como as 12 tribos, os 12 signos do zodíaco, entre outros…). O sistema numérico dos povos primitivos também era duodecimal. Acredita-se que o fascínio em torno do 12 teria uma razão mística, fundamentada na cabala. Ele seria o produto do número divino 3 e do número terreno 4.

10 relógios que merecem ser visitados

Big Ben (Inglaterra)

Inaugurado em 1859, o cartão-postal da capital inglesa é o mais famoso símbolo da obsessão cultural britânica pelo tempo.

Catedral de Canterbury (Inglaterra)

Situado em uma construção de 1 000 anos em Canterbury, é a grande atração da igreja.

Gisborne Millennium (Nova Zelândia)

Numa terra fascinada por relógios, o Gisborne, localizado na cidade de mesmo nome, é histórico: foi o primeiro a marcar a passagem para o novo milênio.

Glockenspiel (Alemanha)

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Localizado em Munique, é o maior relógio de torre da Alemanha e possui 43 sinos.

Orloj (República Tcheca)

O relógio astronômico de Praga mostra a posição da Lua, do Sol e oferece diversas informações celestes há quase 600 anos.

Parque Eble (Alemanha)

O maior cuco do mundo fi ca na cidade de Schonachbach, pesa cerca de 6 toneladas e mais parece uma casa de conto de fadas.

Piazza San Marco (Itália)

Situado no principal ponto turístico de Veneza, enfeita a Basílica de San Marco.

Relógio de Skopje (Macedônia)

Na histórica capital do país, a memória e o tempo estão guardados no grande relógio da cidade há mais de 400 anos.

Times Square (EUA)

Marca registrada da agitada Nova York, é o mais importante relógio digital do mundo.

Torre de Zytglogge (Suíça)

Construída como entrada da cidade de Berna no século 13, continua encantando milhares de turistas por sua bela arquitetuta.

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