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Mergulhador encontra espada da época das Cruzadas no mar de Israel

A arma de 900 anos parece ter ficado escondida sob a areia, o que permitiu que ela fosse preservada.

Por Carolina Fioratti 19 out 2021, 15h14

Era apenas mais um dia comum para o israelense Shlomi Katzin, que saiu de casa no último sábado (16) para mergulhar na costa de Carmel. O passeio foi agitado: além dos peixes e outras belezas marinhas, o morador da cidade de Atlite encontrou também artefatos milenares escondidos no fundo do mar. Entre os objetos, uma espada de mais de um metro de comprimento, que parece ter pertencido a algum guerreiro das Cruzadas. 

Katzin o resgatou e o levou até a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), entidade governamental responsável por escavar, conservar e promover a investigação de artefatos encontrados no país. A espada está coberta por organismos marinhos, o que impediu uma análise mais minuciosa. Por enquanto, os especialistas só disseram que ela é provavelmente feita de ferro e que deve pesar cerca de dois quilos sem a crosta.

Detalhe da espada de 900 anos encrustrada de conchas.
Espada da época das Cruzadas encontrada na costa de Carmel, em Israel. Shlomi Katzin/Israel Antiquities Authority/Reprodução

A arma foi encontrada a poucos quilômetros da fortaleza de Atlite, o que levou os pesquisadores a concluírem que a espada pertenceu a um guerreiro cruzado, podendo ter mais de 900 anos. Na época das Cruzadas, exércitos cristãos partiram da Europa Ocidental em direção à chamada Terra Santa, no Oriente Médio, a fim de conquistar e dominar o espaço. Os oponentes muçulmanos, por sua vez, construíram fortes ao longo da costa como forma de defesa. Além da proximidade com o local histórico, o tamanho e o formato da espada também são característicos da época. 

Katzin também avistou no local âncoras de pedra e metal e fragmentos de cerâmica. O espaço passou a ser considerado um sítio arqueológico em junho deste ano, quando começou a ser monitorado por pesquisadores do IAA. Na época, outros artefatos foram encontrados na região, levando os pesquisadores a teorizarem que o local foi utilizado como um ancoradouro para navios no final da Idade do Bronze. Se isso for real, significa que algumas das peças encontradas próximas à costa podem ter até 4 mil anos. 

Não é tão simples encontrar artefatos naquela região devido ao próprio movimento da areia no fundo do mar, que acaba cobrindo e revelando as peças de tempos em tempos. Por outro lado, os cientistas acreditam que o manto de areia foi positivo para manter a espada relativamente bem conservada. Agora, ela está guardada no Departamento de Nacional da IAA, onde deve ser limpa e estudada por pesquisadores antes de ser exibida ao público.

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